Por Isabel Gonçalves 

Todo começo de ano vem acompanhado daquela lista clássica de metas: organizar as finanças, sair do aperto, investir melhor, finalmente entender para onde o dinheiro está indo. Se você também é assim, talvez seja hora de começar a consumir conteúdo sobre finanças. E não, não estamos falando de um TikTok de 30 segundos com os investimentos mais rentáveis. 

Uma das formas mais eficientes (e acessíveis) de começar é lendo bons livros sobre finanças pessoais. O que já une dois objetivos, já que provavelmente você quer ler mais e ficar mais offline ne? 

A boa notícia é que não faltam obras que falam de dinheiro de um jeito realista, possível e conectado com a vida do brasileiro. Nada de fórmulas mágicas ou promessas irreais de enriquecimento rápido. São livros que ajudam a mudar a forma de pensar, tomar decisões melhores e criar uma relação mais saudável com o dinheiro.

A seguir, reunimos livros sobre finanças que você precisa ler em 2026, incluindo títulos clássicos, sucessos nacionais e, claro, o livro do Educando Seu Bolso.

Antes de escolher um livro, escolha o seu momento financeiro

Ler sobre investimentos sem ter reserva de emergência costuma gerar frustração. Assim como focar apenas em mentalidade quando o problema é falta de organização prática. Uma coisa que sempre batemos na tecla é: educação financeira começa com autoconhecimento. 

Em que momento você se encontra? Você é movido por compras impulsivas? Você é disciplinado o suficiente para juntar dinheiro? São perguntas importantes a se fazer. 

Ao longo da lista, considere outras perguntas simples:

  • Estou tentando sair do aperto ou crescer financeiramente?

  • Meu problema é falta de renda, excesso de gastos ou decisões ruins?

  • Preciso de passo a passo ou de mudança de comportamento?

Com isso em mente, a leitura deixa de ser genérica e passa a ser estratégica.


1. Coisa de Rico - Eduardo Amuri

No último ano, ele viralizou. Coisa de Rico se tornou um dos livros de finanças mais populares do Brasil justamente por quebrar estereótipos. Eduardo Amuri mostra que enriquecer não tem nada a ver com ostentação, e sim com hábitos, constância e decisões pouco glamourosas.

Amuri fala de hábitos, escolhas silenciosas e do custo invisível de tentar parecer rico. O texto é direto e provoca desconforto, no bom sentido, ao expor comportamentos comuns que sabotam o crescimento financeiro.

Por que ler em 2026? Porque ele ajuda a desconstruir a ideia de que dinheiro é tabu ou privilégio de poucos e mostra que organização financeira é uma habilidade aprendida.

2. Educando Seu Bolso - Um guia prático para organizar sua vida financeira

O livro Educando Seu Bolso nasce da mesma proposta que temos aqui: falar sobre dinheiro de forma simples, honesta e sem julgamento. Ele é ideal para quem sente que ganha, paga contas, usa cartão, faz Pix… mas não entende exatamente por que o dinheiro nunca sobra.

O diferencial aqui é que trazemos várias histórias reais e quais aprendizados e reflexões tiramos delas. E o melhor, algumas delas são escritas por pessoas que não são da área. Tudo de um jeito fácil, divertido e com foco na realidade. 

É uma leitura indicada tanto para quem está começando do zero quanto para quem já tentou se organizar várias vezes, mas sempre acaba desistindo no meio do caminho.

Por que ler em 2026? Porque não precisa ser economista para entender de finanças. E educação financeira não é sobre quanto você ganha, mas sobre como você decide. E esse livro ajuda justamente a desenvolver esse olhar.

Dinheiro não é só conta: a importância da mentalidade

Antes de seguir, vamos reforçar. Muitos problemas financeiros não são resolvidos apenas com planilhas. Crenças, impulsos e padrões emocionais influenciam diretamente como lidamos com dinheiro.

Mas não confunda, não queremos trazer aquele papo de coach que só a mentalidade importa. Já ouviu aquela história da “mente milionária”? Bom, ser bem sucedido financeiramente é relativo e tem muito a ver com a vida que levamos. Com a realidade mesmo, e não com a capacidade de “manifestar” ou de acordar cedo, correr 5km e abrir planilhas de orçamento antes das 6h da manhã.

3. Me Poupe! - Nathalia Arcuri

Com a mesma energia do canal no YouTube, Me Poupe! é um livro leve, divertido e didático. Nathalia Arcuri fala sobre consumo consciente, dívidas, investimentos e planejamento financeiro de forma bem-humorada.

É uma leitura que conversa muito bem com quem sempre achou as finanças um assunto chato ou complicado demais.

Por que ler em 2026? Porque aprender sobre dinheiro também pode ser leve e isso aumenta muito as chances de você continuar.

4. O Homem Mais Rico da Babilônia - George S. Clason

Um clássico que atravessa gerações. O livro usa parábolas ambientadas na antiga Babilônia para ensinar princípios básicos de finanças: gastar menos do que ganha, poupar, investir com sabedoria e proteger o patrimônio.

Mesmo sendo antigo, os conceitos continuam extremamente atuais.

Por que ler em 2026? Porque ele reforça fundamentos simples que funcionam em qualquer época, inclusive hoje.

5. A Psicologia Financeira - Morgan Housel

Um dos livros mais elogiados dos últimos anos. Morgan Housel mostra que decisões financeiras têm muito mais a ver com comportamento do que com inteligência ou conhecimento técnico. A leitura pode ser mais avançada, mas é cheia de histórias e reflexões que fazem você se reconhecer em muitos erros comuns.

Por que ler em 2026? Porque entender o próprio comportamento é essencial para não repetir os mesmos erros financeiros.

6. Casais Inteligentes Enriquecem Juntos - Gustavo Cerbasi

Para quem divide a vida (e as contas) com alguém, esse livro é quase obrigatório. Cerbasi aborda planejamento financeiro a dois, alinhamento de objetivos e tomada de decisões conjuntas.

Por que ler em 2026? Porque dinheiro é uma das maiores fontes de conflito nos relacionamentos e pode se tornar um aliado quando bem conversado.

Planejamento de verdade acontece no longo prazo

Aqui vai outro adendo. Nem todo livro precisa ser lido de uma vez. Finanças pessoais são construção, não evento.

Clássicos como O Homem Mais Rico da Babilônia continuam relevantes porque reforçam fundamentos: gastar menos do que ganha, planejar, investir com consciência e alinhar objetivos. Não tem hora para ler, pode ser que você já saiba, mas não custa nada relembrar. 

Conclusão: ler também é investir em você

Se você quer que 2026 seja diferente, comece sendo honesto com seu ponto de partida. Livros não resolvem a vida financeira sozinhos, mas ajudam a organizar o caos, dar nome aos problemas e evitar decisões impulsivas.

Escolher a leitura certa para o seu momento é mais importante do que ler dez livros genéricos. Educação financeira não é sobre seguir fórmulas, é sobre entender contexto, comportamento e fazer escolhas melhores, um passo de cada vez.

E importante: os livros não substituem a ação, eles ajudam a mudar a forma de pensar e isso muda tudo.


Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

 

compartilhe