Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. Os dois maiores jogadores de futebol do Século 21, ganhadores de 13 Bolas de Ouro nas últimas 20 edições do prêmio, multicampeões por clubes e seleções, idolatrados em todo o planeta. E caminhando para o fim de suas carreiras de formas completamente opostas, fruto da personalidade de cada um.

Autossuficiente, com um pé na prepotência, CR7 chegou a cogitar se despedir da Seleção de Portugal após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 pela Espanha, no AT&T Stadium, em Arlington, nos arredores de Dallas (EUA). Na oportunidade, ouvi da boca dele que se dava por satisfeito, pois, antes, “Portugal nunca havia ganhado nada”.

Acabou convencido pelo presidente da Federação Portuguesa, Pedro Proença, a permanecer. Aceitou, mesmo aos 41 anos e sabendo que não tem a forma física de outrora.

Um dos motivos de seguir defendendo seu país seria a contratação de Jorge Jesus. Mas logo no segundo jogo sob o comando do ex-treinador do Flamengo, com o qual havia trabalhado no Al-Nassr-SAU na temporada passada, a relação entre os dois desandou.

Titular no primeiro jogo da Liga das Nações da Uefa, diante do País de Gales, o astro luso foi preterido pelo comandante contra a Noruega, pela segunda rodada. Mais do que não ter entrado em campo, o camisa 7 se irritou com o fato de ter ficado quase todo o segundo tempo aquecendo à beira do campo.

Insatisfeito com a postura de Jesus, Cristiano abandonou a delegação ainda em território norueguês. Na última terça-feira (6/10), divulgou carta pedindo desculpas pelo ato, se colocando à disposição para retornar, mas acusando o comandante de não cumprir com a palavra, incluindo não tê-lo comparado, durante entrevista coletiva, a ninguém menos que Pelé e Maradona.

Para azar do Gajo, Portugal venceu não só a Noruega, mas também outros dois jogos que fez nesta última Data Fifa. Junte-se a isso o fato de ele já não conseguir ser decisivo como antes e está explicado porque não há um clamor popular para que ele siga defendendo a Seleção do país.

No mesmo dia da carta de CR7, Lionel Messi viveu uma noite mágica no Estádio Monumental, em Buenos Aires. Desfilando pelo gramado, fez um gol e deu duas assistências na vitória da Argentina por 3 a 0 sobre Benin, em sua “última dança” com a camisa azul e branca.

“Queria ficar aqui a vida toda, pois jogar pela Argentina é o mais lindo que pode ocorrer”, afirmou La Pulga, com lágrimas nos olhos, após a partida amistosa. “Quero agradecer aos meus companheiros por todo esse tempo. Eles me ajudaram a cumprir meu sonho de criança, a ser campeão da América, campeão do mundo, ganhar a Finalíssima.”

Na arquibancada, 85 mil emocionados torcedores também lamentavam a despedida daquele que é considerado o maior jogador da história do país sul-americano, muitos chorando copiosamente, como fizeram certamente milhões de outros argentinos.

Cristiano Ronaldo e Lionel Messi seguirão atuando por seus clubes e provavelmente encantando a todos com gols e lances geniais. A diferença é o quanto eles serão queridos e reconhecidos pelos compatriotas no futuro não pelo que fizeram em campo, mas como agiram também fora dele.

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