Brasileiro sempre foi desconfiado e o advento das redes sociais o deixou ainda mais, pois nelas ele encontrou uma caixa de ressonância para suas suspeitas, ainda que algumas totalmente estapafúrdias. Por isso, não estranhei que um dos assuntos mais comentados desde a manhã da última terça-feira (11/8) seja o sorteio dos confrontos das quartas de final da Copa do Brasil de 2026, realizado na sede da CBF, no Rio.

Tão logo ficou definido que três dos quatro jogos seriam clássicos estaduais, uma combinação possível, mas improvável, começaram os questionamentos. Os mais antigos apontaram que as bolinhas estavam marcadas para determinar duelos que interessassem aos patrocinadores, detentores de direitos de transmissão e, consequentemente, à entidade máxima do nosso futebol. Lembrando que Flamengo e Corinthians, as duas equipes de maior torcida do Brasil, já estavam eliminados.

Outros, mais jovens e habituados à edição de vídeos, trataram de buscar provas de que a influenciadora Giovanna Esteves, responsável por retirar as referidas esferas do recipiente de acrílico, o fez de forma igualmente consciente para atender interesses de quem a contratou. E tome questionamentos sobre a forma com que ela misturava as bolinhas com uma mão e as escolhia com a outra.

Não posso afirmar algo que não posso provar. Tampouco sou adepto de teorias da conspiração. Mas confesso ter ficado embasbacado com a combinação ocorrida, que tinha apenas 0,95% de chance de ocorrer, segundo os entendidos em matemática.

Das 105 combinações possíveis, só uma indicaria Atlético x Cruzeiro, Grêmio x Internacional, Palmeiras x Santos e Vasco x Vitória. E foi isso que aconteceu, para espanto geral.

Sugiro à CBF – e a quem mais interessar possa – que das próximas vezes tome mais cuidado com os sorteios. O velho globo de metal, que fica rodando automaticamente, poderia voltar a ser adotado, desde que as bolinhas colocadas dentro dele sejam pesadas na mesma balança e à vista de todos.

Outra opção seria que chaveamento fosse definido desde que os times que estivessem nas copas continentais entrassem na disputa. Neste ano, eles entraram na quinta fase, ou 16 avos de final, que definiu quem foi às oitavas.

Nada vai acabar com as suspeitas, até porque, como já disse, somos muito cabreiros, pois ameaçados continuamente pelos mais diversos tipos de golpe. Então, quanto menor espaço para questionamentos, melhor.


Favoritismo

De qualquer forma, os confrontos das quartas de final da Copa do Brasil de 2026 estão definidos. O que também leva os torcedores a outra atitude típica: discutir quem vai avançar.

No meu caso, faltando ainda duas semanas para os jogos de ida, vejo Cruzeiro, Internacional, Palmeiras e Vitória como favoritos. Mas como Atlético e Grêmio decidem em casa, podem mudar isso facilmente em seus clássicos. Já o Santos deve se preocupar mesmo é em não ser rebaixado à Série B do Campeonato Brasileiro, não devendo ser páreo para o Palmeiras, mesmo sendo mandante na volta. O mesmo vale para o Vasco, que ainda tem um agravante: terá de decidir a vaga no Barradão, onde o Vitória tem se mostrado muito forte.

Mas claro que posso estar completamente errado, só para variar. A ver.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

 

compartilhe