Mais uma Copa do Mundo se aproxima e, com isso, se intensifica o interesse de todos pelo esporte mais popular do planeta. O assunto ganha destaque nas conversas familiares e entre amigos e quase monopoliza as campanhas publicitárias, com empresas usando-o para vender os mais diversos produtos, de chinelos a telefones celulares, de instituições financeiras a montadoras de veículos, de produtos alimentícios a fabricantes de cerveja, incluindo os agora onipresentes sites de apostas.


Além disso, as caixas de e-mail de órgãos de imprensa e de jornalistas esportivos são inundados por mensagens de empresas de assessoria oferecendo pautas variadas ligadas à disputa que se iniciará no próximo dia 11 de junho. Algumas querem publicidade grátis, outras sugerem especialistas para serem “fontes” em matérias sobre os mais variados assuntos, como ortopedistas ou cirurgiões e coaches esportivos.


Mas as mensagens também abordam questões bem interessantes. Uma delas é uma pesquisa encomendada por uma “bet” ao QualiBest, que procurou aferir o sentimento da torcida brasileira logo após a convocação dos 26 jogadores para a disputa do Mundial. Questionados se concordavam com a lista apresentada por Carlo Ancelotti, 20% dos entrevistados disseram que convocariam diferente. Regionalmente, a sondagem expõe que pessoas do Nordeste concordam mais com o italiano que as do Sudeste e Sul, e há empate de opiniões no Centro-Oeste e Norte.


Já a Ipsos-Ipec aponta uma diminuição significativa no entusiasmo dos brasileiros em relação à Copa do Mundo de 2026 comparada com a de 2022. Somente 16% dos entrevistados pela empresa afirmam estar muito animados com o evento, em comparação com 33% na última edição.


Apesar disso, a Seleção ainda mobiliza a maioria dos brasileiros, com 63% dizendo ter a intenção de acompanhar os jogos do Escrete Canarinho. Entretanto, o percentual de pessoas que não pretendem acompanhar qualquer jogo da Copa do Mundo subiu de 24% para 35% de 2022 para agora.


Quando questionados sobre as chances de o Brasil conquistar o hexa, 67% dos entrevistados acreditam que a equipe de Ancelotti tem alguma chance, contra os 80% de 2022. Já os que consideram que há muitas chances de título são apenas 18%, contra 49% dos que veem poucas chances e 26% dos que acham que nossa equipe não tem chance de ser campeã.


Já o Ibope aponta que Ancelotti conta com a simpatia dos torcedores verde-amarelos. Segundo a empresa, o italiano está entre os três nomes com maior índice de confiança nacional quando o assunto é Seleção, ao lado de Neymar Jr. e Vinicius Júnior, ambos destaque entre os convocados.


E você, caro leitor, está animado com a Copa do Mundo de 2026?


VERMELHO DEMAIS

O Cruzeiro conseguiu uma boa sequência nos últimos 30 dias, avançando às oitavas de final da Copa do Brasil, somando pontos importantes no Campeonato Brasileiro – como no 1 a 1 com o Palmeiras, em Barueri – e conquistando empates contra Universidad Católica-CHI e Boca Juniors, ambos fora de casa. Nesses dois últimos jogos, o time celeste teve de se virar após ter jogadores expulsos, dificultando-lhe buscar a vitória.


A Raposa também viu Arroyo e Kaiki serem expulsos no clássico contra o Atlético, no Mineirão, pela 14ª rodada do Nacional. Ou seja, nos últimos seis jogos, foram quatro expulsões, o que deveria acender o sinal de alerta na Toca da Raposa 2, ainda que as circunstâncias das exclusões tenham sido variadas.


Isso tem reflexo não só no próprio jogo, mas também na sequência. Jogar em desvantagem numérica obriga os que ficam em campo a se desdobrarem, aumentando o desgaste no já complicado calendário do futebol brasileiro.

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Que os cruzeirenses coloquem a cabeça no lugar. É preciso inteligência até para mostrar vontade durante as partidas.

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