A Copa do Mundo de 2026 só começa em 11 de junho, com México x África do Sul no Estádio Azteca, na capital mexicana, mas de hoje (26/3) à próxima terça-feira (31/3) poderemos desfrutar um pouco do clima do Mundial. Afinal, além de amistosos pelo mundo, como Brasil x França e Brasil x Croácia, ambos nos EUA, teremos a definição dos últimos seis classificados.
Na Europa, serão oito partidas para decidir quem vai para a final da repescagem: Itália x Irlanda do Norte, País de Gales x Bósnia, Ucrânia x Suécia, Polônia x Albânia, Turquia x Romênia, Eslováquia x Kosovo, Dinamarca x Macedônia do Norte e Chéquia x Irlanda são os confrontos de hoje, com os vencedores se enfrentando daqui a cinco dias para definir quem estará na Copa.
Em outra frente, há a chamada repescagem mundial, que oferece duas vagas a quem não conseguiu avançar direto via Eliminatórias de suas respectivas confederações. Hoje, jogam Bolívia x Suriname e Nova Caledônia x Jamaica. Quem passar vai enfrentar Iraque e República Democrática do Congo na próxima semana.
Há muitos pontos interessantes nesses confrontos. Um dos principais, a possibilidade de a tetracampeã Itália ficar fora de um Mundial pela terceira vez seguida.
“Este é o jogo mais importante da minha carreira. Sinto como se tivesse um país nas costas”, admitiu o técnico da Itália, Gennaro Gattuso, em entrevista coletiva à imprensa.
Se derrotar a Irlanda do Norte, em casa, hoje, a Azzurra viajará para enfrentar País de Gales ou Bósnia. Ou seja, a tarefa não é nada fácil, ainda que os tifosi estejam confiantes.
Em outro confronto da repescagem europeia, um brasileiro tenta não só levar seus comandados a um Mundial pela primeira vez como também manter a tradição de nosso país sempre ter ao menos um treinador na disputa. Trata-se de Sylvinho, ex-lateral esquerdo e atual treinador da Albânia, que terá pela frente a favorita Polônia. Quem passar pegará Ucrânia ou Suécia, fora de casa.
Também tentam aproveitar a segunda chance equipes que marcaram Mundiais passados, como a Dinamarca. Logo em sua primeira vez em uma Copa do Mundo, em 1986, a equipe nórdica impressionou pelo bom futebol, principalmente dos atacantes Preben Elkjaer e Michael Laudrup, sendo chamada de Dinamáquina. Seis anos após ganharem a Eurocopa, tendo como destaques o goleiro Peter Schmeichel e o meia Brian Laudrup, irmão mais novo do craque do time de 1986, a Dinamarca chegou às quartas de final na Copa de 1998, o melhor desempenho dinamarquês em um Mundial, sendo eliminados pelo Brasil.
Segurança
Uma das três sedes da Copa deste ano, ao lado de Canadá e EUA, o México testa sua estrutura e, principalmente, seu esquema de segurança na repescagem mundial. Neste mini torneio, há desde quem tente voltar à disputa após 22 anos, como a Bolívia, quanto seu adversário em Monterrey, o Suriname, que nunca jogou uma Copa.
Quem vencer vai encarar o Iraque, que teve de superar dificuldades para chegar ao México em virtude da atual guerra no Oriente Médio. A última vez que os iraquianos disputaram um Mundial foi em 1986.
Já Nova Caledônia – um pequeno arquipélago próximo à Austrália – e Jamaica – uma ilha no Caribe – vão se enfrentar em Guadalajara para definir quem pega a República Democrática do Congo. Os da Oceania nunca disputaram uma Copa, enquanto os jamaicanos participaram apenas uma vez, em 1998. A República Democrática do Congo, por sua vez, está há bastante tempo longe dos holofotes, tendo disputado o Mundial pela última vez em 1974, quando ainda se chamava Zaire.
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