Um personagem poderoso do mercado, que evita holofotes, apareceu com as duas mãos – uma em cada lado – na campanha presidencial. O jovem Erasmo Carlos Battistella, controlador do grupo BSBios – maior produtor de biodiesel da América Latina e ex-sócio da Petrobras no setor – doou R$ 500 mil para cada uma das campanhas do presidente Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. É aquela história: a exemplo de magnatas que fazem negócios bilionários, não é bom escolher um lado. Sobre doações de pessoas às campanhas, até ontem Lula conseguiu R$ 660 mil, menos da metade do que alcançou Flávio (R$ 1,46 milhão). Há casos curiosos de ambos os candidatos. A professora Mayra Cristina da Luz Pádua Guimarães doou 40 mil ao petista, e no lado bolsonarista aparece o head global da Mayer Brown Energy, o carioca Alexandre Chequer, que vive nos EUA, com R$ 120 mil. E segue a caravana.

Queimou a língua

Na reta final da campanha, o presidente Lula queimou a língua e vai perder votos dia 4 por causa do pronunciamento em rede nacional, há dias, em defesa do STF. É o que mostram qualitativas de partidos. A defesa da Corte foi entendida como uma proteção ao ministro Alexandre de Moraes e seus sérios problemas. O staff caça a bruxa da ideia: O petista puxou para si e para dentro do Governo um problema que era do STF.

Fique na cela

Entre os numerosos credores – de milhão a centenas de milhões e bilhões – do “banqueiro” Daniel Vorcaro está um nome da máfia milanesa que mora no Brasil.

Brasil da vaquinha

O presidenciável Renan Santos (Missão) se mantém em 1º na Vaquinha eleitoral online, que arrecada doações. Com 27.636 doadores, ele ganou até ontem R$ 1,78 milhão. Marcel van Hattem (Novo-RS), que concorre ao Senado, é o 2º com R$ 929 mil de 10.932 pessoas. Em 3º aparece Jones Manoel (PSOL-PE), candidato a deputado federal, com R$ 595 mil e apoio de 11.856 pessoas.

Expectativa$

O Brasil espera ansioso – por diferentes motivos, cada cidadão com o seu – pela estreia do filme “Dark Horse”, a cinebiografia hollywoodiana (com uma penca de atores estrangeiros conhecidos), que custou, pelo citado mas não explicado, quase R$ 100 milhões. Mas no vaivém de versões, falta um personagem falar, e segue calado: o que tem a dizer o ator Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro? Gostou? Não gostou?

NFS-e de bilhões

Estudo realizado pela plataforma Qive mostra que cerca de 40,4 milhões de Notas Fiscais de Serviço Eletrônicas (NFS-e) movimentaram R$ 277,3 bilhões entre janeiro e junho deste ano no Brasil. O setor de serviços liderou em valor, com R$ 71,2 bilhões, enquanto a Indústria somou R$ 44 bilhões. São Paulo concentrou 40% das emissões das notas e R$ 107,6 bilhões em serviços contratados.

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