A eleição para a presidência da Assembleia Legislativa converge para o deputado estadual Doorgal Andrada (PP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça. Depois de Bruno Engler, líder do PL na Assembleia Legislativa, retirar a própria candidatura e confirmar apoio a Doorgal Andrada, foi a vez de João Magalhães (PSD), líder do governo na Assembleia. Cássio Soares, presidente do PSD e líder do Bloco Minas em Frente, declarou nesta quarta-feira (21) apoio ao parlamentar do PP, em nome da futura bancada. Do PSD, além de João Magalhães, em princípio foi mencionada a possibilidade de Tito Torres se candidatar. Ambos abriram mão e aderiram ao arco de legendas que já haviam anunciado respaldo a Doorgal.
A esta altura, o processo interno caminha para uma candidatura de consenso na Casa. Para isso falta, contudo, uma conversa com o deputado estadual Ulysses Gomes (PT), líder do bloco de oposição “Democracia e Luta”, nome preferido pela Federação PT, PV, PCdoB e da Federação Psol-Rede para disputar o comando da Casa. Ulysses Gomes e Doorgal têm proximidade política, ambos integram o núcleo duro de respaldo ao presidente da Assembleia, Tadeu Leite (MDB).
Na próxima terça-feira, 27, Ulysses vai se reunir com os parlamentares da atual legislatura que integram o Bloco Democracia e Luta e também com os novos eleitos para discutir a sucessão da Mesa diretora. “Iremos, de forma conjunta, como em todas as decisões importantes, decidir o melhor caminho”, afirma Ulysses Gomes, que tem também mantido conversas permanentes com Doorgal Andrada. “A nossa atuação sempre foi pautada no diálogo, no respeito e numa construção coletiva que busque a independência do legislativo e o melhor para Minas, e assim faremos nas conversas sobre a composição da Mesa”, considerou.
Com estilo de atuação política “low profile”, similar à de Tadeu Leite, que conduz a Casa evitando debates ideológicos, Doorgal Andrada reuniu apoio, além da futura bancada de 21 parlamentares do PL, nove do PSD; as oito cadeiras da Federação União Progressista; quatro do Republicanos; três do PSDB; três do PRD; dois do Novo; dois do PSB; dois do Avante; além do PDT e do Democrata, que terão um deputado cada na legislatura que se inicia em 1.º de fevereiro de 2027.
A máquina do golpe
Minas Gerais foi a peça-chave que deflagrou o colapso do regime democrático em 1964 no Brasil. O então governador do estado, Magalhães Pinto (UDN), operou como uma das principais lideranças civis do golpe, oferecendo o respaldo político e civil, enquanto da 4ª Região Militar de Juiz de Fora, com a quartelada do general Olímpio Mourão Filho, foi detonado o fato consumado, que colocou "a máquina" em movimento definitivo. "Em nenhum outro estado brasileiro os generais e o governador haviam tramado com tamanha afinação como iriam derrubar o presidente da República", assinala a historiadora Heloisa Starling, que lança a obra “A máquina do golpe – 1964, como foi desmontada a democracia no Brasil” (Companhia das Letras/2026), nesta quinta-feira, 22, às 19h, na Livraria da Rua, Antônio de Albuquerque, 913.
Só em 2026
O livro foi programado para ser publicado em 2024, na efeméride de 60 anos do golpe. A pesquisa se alongou. Não se trata de uma obra de conjuntura, mas que reconstrói cenas de forma original e inédita, em instigante ritmo que desvenda o passo a passo do período compreendido entre 31 de março e 13 de junho – portanto dois meses e meio. O livro tem oito capítulos, intitulados com oito datas marcantes. Em “31 de março”, o foco está na manobra militar de Mourão Filho. Em "1º de abril", a autora esmiúça a participação dos EUA na formulação do golpe, com destaque para a atuação do embaixador americano no Brasil, Lincoln Gordon e Operação Brother Sam, que enviou força-tarefa naval ao litoral brasileiro com armamentos para apoiar os golpistas.
Outros capítulos
No capítulo “3 de abril” recupera a centralidade na construção estratégica do golpe exercida pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes) – uma espécie de think tank – explorada pelo cientista político René Armand Dreifuss, autor de "1964 - A Conquista do Estado" (Vozes, 1981), que demonstra a participação do empresariado brasileiro em articulação com os militares e os Estados Unidos. No capítulo "9 de abril" se resgata o Ato Institucional Número 1 (AI- 1) que define a estrutura institucional da ditadura e definiu Castello Branco como primeiro presidente da nova ordem. Os capítulos finais são “11 de abril”, “15 de abril” e “13 de junho”. Tratam, nessa ordem, da manobra para a eleição de Castello Branco; a sua posse e edição do AI-2, que extinguiu partidos políticos, abafou o Congresso e o Judiciário; além da criação do Serviço Nacional de Informações por Golbery do Couto e Silva.
Escala 5 por 2
Com aproximadamente 30 mil funcionários celetistas, o Grupo Cartão de Todos, que atua no segmento de benefícios e acesso a serviços, está constituindo uma comissão para estudar a antecipação da implementação integral da jornada de trabalho de 40 horas semanais para janeiro de 2027. São cerca de 7,5 milhões famílias adimplentes, atendidas por 11 mil médicos, 5 mil dentistas, em 537 clínicas Amor, que realizam 18 milhões de consulta por ano. Para Altair Vilar, fundador e presidente do Grupo Cartão de Todos, a discussão sobre a jornada de trabalho representa uma oportunidade de colocar em prática valores que fazem parte da história da organização. “Na Administração Solidária, acreditamos que o sucesso de uma empresa está diretamente relacionado à forma como ela valoriza as pessoas. Funcionários descansados e motivados contribuem para um ambiente de trabalho melhor e para resultados mais sustentáveis”, afirma Altair Vilar.
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