Com o preço do dolar, viagens internacionais podem parecer um sonho disntante, mas existe uma estratégia simples para fugir da flutuação da moeda: apostar na compra gradual da moeda.

A lógica por trás dessa tática é diluir os riscos. Ao comprar um pouco de dólar a cada mês, por exemplo, você se expõe menos a picos de alta. Se em um período a cotação estiver desfavorável, em outro pode estar mais baixa. No fim do planejamento, o valor que você pagou por cada dólar será uma média de todos esses momentos, o que geralmente representa uma economia considerável em comparação a uma compra única.

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Tentar adivinhar o melhor momento para comprar é uma aposta arriscada e que poucos acertam. A disciplina de comprar valores fixos em intervalos regulares, como R$ 500 todo mês, é mais eficaz para o viajante comum. Essa abordagem transforma a preparação financeira em um hábito, tornando o processo menos estressante e mais previsível para o seu orçamento.

Como economizar na prática

Para colocar o plano em ação, o primeiro passo é definir o valor total que você pretende levar para a viagem. Com esse número em mãos, divida-o pelos meses que faltam até o embarque. Isso dará uma meta de compra mensal ou bimestral, que pode ser ajustada conforme a sua capacidade financeira e as movimentações do mercado.

Além da compra fracionada, comparar as diferentes formas de adquirir a moeda é fundamental para poupar dinheiro. Veja as principais opções:

  • Casas de câmbio: Ideal para quem quer ter papel-moeda em mãos. As taxas costumam ser um pouco mais altas, pois usam a cotação do dólar turismo, e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é de 3,5%. Pesquise bastante, pois os valores variam muito entre as instituições.

  • Contas globais: Costumam ser uma opção vantajosa, pois utilizam o dólar comercial, que é mais barato que o turismo. Embora o IOF para transferências seja de 3,5%, o mesmo de outras operações, a economia vem da cotação e de taxas de serviço (spread) geralmente menores. O saldo pode ser usado em um cartão de débito internacional.

  • Cartão de crédito: É a opção menos recomendada para compras durante a viagem, apesar de sua praticidade. A cotação do dólar usada é a do dia do fechamento da fatura, o que gera imprevisibilidade, e a alíquota do IOF é de 3,5% sobre o valor da compra.

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É importante notar que, desde 2025, a alíquota de IOF para a maioria das operações de câmbio foi unificada em 3,5%. Por isso, a principal diferença entre as modalidades de compra está na cotação da moeda (comercial vs. turismo) e nas taxas de serviço (spread) aplicadas por cada instituição.

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