É muito divulgado, tanto nos canais de TV aberta quanto nos streamings, a necessidade de ajuda financeira para salvar crianças da fome e da miséria em vários países.
Minha filha foi missionária por cinco anos no sertão da Bahia. Morou em Anagé, a entrada do sertão, e atuou na região, principalmente com crianças. Fui visitá-la por duas vezes, mas, desde a primeira, vi de perto a pobreza e a fome, em um lugar chamado Mandacaru. Brasileiro que quiser ajudar pode olhar para as nossas crianças, porque tem muitas, com muita necessidade.
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O ChildFund é uma organização americana, que veio para o Brasil em 30 de agosto de 1966, com o nome de Fundo Cristão para Crianças – hoje, ChildFound Brasil – e completa 60 anos no país, com sua sede nacional em BH. Sua missão sempre foi promover o desenvolvimento social e a proteção de crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade e risco social.
A principal ação é o programa de apadrinhamento de crianças que funciona conectando diretamente um doador (padrinho ou madrinha) a uma criança ou adolescente em situação de vulnerabilidade. É um compromisso que une ajuda financeira e conexão afetiva para transformar realidades.
O padrinho manda dinheiro mensalmente, que vai para um fundo coletivo. Os recursos são destinados a um fundo comunitário gerenciado por organizações socais locais, e a verba financia projetos de educação, acesso a água potável, saúde, alimentação e proteção infantil, que beneficiam o afilhado, sua família e toda a comunidade onde ele vive.
Quando a pessoa decide apadrinhar, ela recebe a ficha da criança com sua história, foto e dados básicos. E, a partir desse momento, é possível construir uma relação com o afilhado enviando e recebendo cartas, desenhos e cartões eletrônicos.
Se quiser, o padrinho ou madrinha pode agendar uma visita supervisionada para conhecer o afilhado pessoalmente, seguindo as diretrizes de proteção à infância da instituição. Periodicamente, a instituição envia atualizações e relatórios detalhando o crescimento da criança, seu desempenho escolar e como a comunidade está se desenvolvendo graças às doações.
No ChildFund, as crianças vivem com suas próprias famílias, e o apoio visa fortalecer a estrutura familiar e local para que elas não precisem ser separadas de seus pais. O apadrinhamento representa para a criança a certeza de que existe alguém torcendo por ela, o que aumenta a autoestima, estimula o desempenho escolar e abre perspectivas de uma vida adulta com mais oportunidades.
O ChildFund Brasil comemora seus 60 anos amanhã, com sua primeira noite de gala, um encontro no Automóvel Clube de Belo Horizonte, que reunirá convidados especiais, entre eles personalidades e autoridades mineiras, além de lideranças empresariais, representantes do terceiro setor e apoiadores históricos da organização, para um jantar.
Terá uma exposição imersiva com fotografias e registros históricos das seis décadas de atuação do ChildFund, além de um leilão beneficente com obras produzidas por crianças e adolescentes participantes de seus projetos sociais. O artista plástico mineiro Daniel Magalhães, o Dan, produzirá uma obra ao vivo, inspirada na linguagem da street art, que também será leiloada durante o evento.
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* Isabela Teixeira da Costa/Interina
