Já ouviu falar em “Boy Sober”? Saiba que esse termo começa a ganhar espaço nas conversas sobre relacionamentos. Mais do que uma expressão da moda, o termo representa uma mudança na maneira como algumas mulheres passaram a enxergar a vida afetiva.
O termo boy sober foi criado nas redes sociais no final de 2023 pela comediante e criadora de conteúdo norte-americana Hope Woodard (conhecida pelo perfil @justhopinalong no TikTok). O movimento viralizou mundialmente como uma meta de Ano Novo para 2024 e acabou ganhando força como uma grande tendência de comportamento cultural.
A comediante americana resolveu iniciar o movimento depois de perceber o enorme desgaste que a cultura de encontros modernos estava causando na sua saúde mental. A “ficha caiu” quando ela percebeu que estava obcecada por um homem que não se importava com ela. Hope chegou a falar em uma entrevista à revista Cosmopolitan, que passava o dia checando o telefone de forma ansiosa esperando uma mensagem do homem.
Em conversa com a irmã, usaram a analogia da sobriedade alcóolica – da qual Hope já era adepta e que havia mudado sua vida anos antes – para o universo dos relacionamentos. A ideia central era que a palavra antiga para isso – "celibato" – soava antiquada e restritiva, enquanto "boy sober" trazia o foco para a recuperação pessoal e desintoxicação.
Boy sober (ou "sobriedade de garotos") é um movimento em que mulheres decidem fazer uma pausa consciente e voluntária de qualquer envolvimento romântico ou sexual com homens. Funciona como um "detox de homem" ou sobriedade afetiva.
Na prática, é ficar meses ou até mesmo um ano sem sair para encontros, sem usar aplicativos de namoro. Inclui evitar relacionamentos casuais, beijos ocasionais, recaídas com ex, ficar na expectativa de receber mensagens. O objetivo principal é tirar o foco dos homens e direcionar o tempo, a energia e o espaço mental para o próprio bem-estar, carreira e amizades.
Hope Woodard estabeleceu regras rígidas para este desafio e postou no Tik Tok. Vejam: Exclusão imediata do Tinder, Bumble ou similares; sem encontros na vida real, nenhuma saída com fins românticos; bloqueio completo de recaídas com antigos namorados ou ficantes; sem relacionamentos sem compromisso, porque, segundo Hope, "você não está solteira se alguém está ocupando espaço na sua mente"; sem contatos físicos íntimos: nada de beijos, abraços prolongados de teor sexual ou intimidade física.
O movimento viralizou na Geração Z e Millennials por representar um esgotamento com a cultura do desapego digital, mulheres cansadas de comportamentos tóxicos como ghosting (sumiços repentinos) e love bombing (excesso inicial de afeto seguido de frieza).
No Brasil, o termo também foi adotado por celebridades e influenciadoras que usaram a expressão para ditar limites e normalizar a escolha de priorizar a solteirice produtiva.
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* Isabela Teixeira da Costa/Interina
