A família de Bruna Valeanu confirmou no começo da tarde de 10/10 a morte da jovem de 24 anos, que vivia em Israel há 8 anos.
Bruna era estudante de Comunicação e Marketing. E estava na festa rave que sofreu ataque de terroristas do Hamas.
A mãe de Bruna e uma irmã também vivem em Israel.
Mais cedo o governo federal já tinha confirmado a morte do gaúcho Ranani Nidejelski Glazer, de 24 anos, num ataque em Israel. Ele vivia há 7 anos em Israel e tinha dupla cidadania.
Ranini estava numa rave que sofreu ataque com granadas. E gravou um vídeo escondido num bunker pouco antes de morrer. Um sobrevivente disse que ele foi herói, tentando jogar fora granadas que eram lançadas dentro do bunker pelos terroristas.
A namorada de Ranini, Rafaela Treistman, sobreviveu e fez declaração ao amado na web, dizendo que ele a salvou e foi seu herói e seu anjo.
Após prestar serviços militares em Israel, o brasileiro passou a morar em Tel Aviv com amigos. Desde então, ele trabalhava como entregador.
Cerca de 260 corpos foram encontrados no local onde acontecia a festa rave em Israel.
De acordo com a BBC, a festa rave acontecia no deserto de Negev, no sul do país, perto da Faixa de Gaza. Estima-se que cerca de 3 mil pessoas estavam no evento.
No dia 7/10, o DJ Juarez Petrillo, que é pai dos DJs Alok e Bhaskar, registrou em vídeo o momento em que o festival Universo Paralello foi abruptamente interrompido devido à chegada de homens armados ligados ao grupo extremista.
As imagens mostravam uma forte fumaça no céu e pessoas correndo, desesperadas.
Juarez compartilhou seu espanto nas redes sociais: "Estou em choque até agora! E as bombas não param de explodir".
No dia 8/20, o DJ Alok relatou que o pai estaria escondido em um bunker, aguardando redirecionamento para voltar ao Brasil.
Pessoas entrevistadas relataram que havia jipes com homens armados que disparavam contra aqueles que tentavam escapar a pé ou de carro.
À agência de notícias Reuters, uma mulher contou que teve que se fingir de morta até que soldados do Exército de Israel chegassem para resgatá-la.
Um socorrista disse à emissora pública Kan News que o evento se transformou em um verdadeiro "massacre".
Um brasileiro que estava no local compartilhou com o g1 o momento de pânico: "terroristas atiraram na gente, e vimos centenas de corpos nas ruas".
Na manhã de segunda-feira (9/10), o primeiro avião da Força Aérea Brasileira (FAB) designado para resgatar brasileiros na região dos conflitos aterrissou em Roma, na Itália.
De acordo com a Aeronáutica, a aeronave KC-30, com espaço para até 230 passageiros, chegou à capital italiana às 7h48 no horário local (2h48 no horário de Brasília).
O avião foi redirecionado para a Europa como parte do plano para tornar mais fácil o processo de retirada dos brasileiros na região de conflito. Um segudo avião chegou na madrugada de 10/10 a Israel.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, com a morte confirmada de Ranini, são 2 os desaparecidos brasileiros em Israel.
Com a morte de Bruna e Ranani, Karla Stelzer Mendes, de 41 anos, é a única brasileira ainda desaparecida. Karla mora em Israel ao lado do filho de 19 anos.
Rafael Zimerman (foto) ficou ferido por estilhaços de granada e foi internado no hospital Soroka. Ele deu entrada "em choque", segundo o hospital, mas já teve alta.
Rafael deu um forte depoimento falando do drama vivido. Disse que viu pessoas morrendo e que ficou parado em meio aos corpos, fingindo que também estava morto. E rezou. "Foi um inferno, eu só queria que acabasse", disse.
A atriz Gabriela Duarte, filha de Regina Duarte, estava em Israel com os dois filhos e chegou a se abrigar por causa dos bombardeios. Mas conseguiu pegar um avião para Praga, na República Tcheca. E postou mensagem no Instagram avisando que estava bem.
De acordo com dados do Itamaraty, a estimativa é de que cerca de 14 mil brasileiros residam em Israel e outros 6 mil na Palestina.
A disputa mais recente entre Israel e o Hamas entrou em seu quarto dia nesta segunda-feira (10/10). Mais de 1.600 mortes já foram confirmadas.