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Estado de Minas DESTAQUES DO ANO

Confira os 10 principais lançamentos do setor automotivo em 2021

Retrospectiva aponta as estreias mais importantes do ano, além de contextualizar os modelos dentro de cada segmento


25/12/2021 04:00

 Pulse
Fiat Pulse (foto: Enio Greco/EM/D.A press)

Com alguns percalços, como a escassez de semicondutores, o ano de 2021 foi complicado para a indústria automotiva, que, quando comparado aos anteriores, não apresentou grandes novidades. Confira os principais lançamentos do ano que está prestes a terminar.


1 – Fiat Pulse

Não tanto pelo veículo, mas por seu potencial de mercado, o inédito Fiat Pulse pode ser considerado o principal lançamento do ano. Lançado em outubro, o crossover compacto usa vários componentes do Argo, com porte de hatchback de estilo aventureiro. São duas opções de motor: o 1.3 aspirado nas versões de entrada e um 1.0 turbo nas mais caras. Atualmente, os preços do modelo variam entre R$ 83.990 e R$ 119.990.

2 – Toyota Corolla Cross

O SUV médio da Toyota foi bem recebido pelo cliente fiel da marca e pode significar um bom substituto ou complemento para o sedã médio, caso esse segmento confirme a tendência de se tornar muito pequeno. Lançado em março, o SUV médio tem motorização 2.0 aspirada, além de um conjunto híbrido. Mas o Corolla Cross tem várias mancadas que devem ser revistas pela marca, como o acabamento pobre, o freio de estacionamento acionado pelo pé, o sistema de exaustão aparente, tanque de combustível com apenas 47 litros e a suspensão traseira tipo eixo de torção (sendo que o sedã Corolla usa uma multilink bem mais refinada).

3 – Volkswagen Taos

Lançado em junho, o SUV médio da Volkswagen é fabricado na Argentina. O visual é robusto, apesar de bastante pasteurizado, e seu destaque é o filete em LED que atravessa a grade, ligando os faróis. Sua única motorização é a 1.4 turbo de 150cv. Até agora, o Taos não chegou a apresentar bom volume de vendas. Com a escassez de alguns componentes no mercado global, como os semicondutores, ainda não se sabe se o fraco desempenho do modelo tem a ver com essa disponibilidade, ou o preço elevado, ou se o SUV ainda não “pegou” mesmo.

Commander
Jeep Commander (foto: Jeep/divulgação)

4 – Jeep Commander

O novo SUV de sete lugares da Jeep foi projetado no Brasil e é fabricado em Goiana (PE). As linhas agradam, com dianteira de Compass e traseira de Grand Cherokee, mas é o bom acabamento interior que mais chama a atenção. São duas motorizações disponíveis: 1.3 turbo flex e 2.0 diesel 4x4. Construído com carroceria monobloco, o Commander tem preços atraentes (de R$ 207.990 a R$ 293.990) quando comparado a modelos de sete lugares que utilizam chassis, o que indica grande potencial de vendas.

5 – Novo Hyundai Creta

A nova geração do modelo ganhou um visual polêmico, mas a manutenção do bom volume de vendas (ele é o segundo SUV compacto mais vendido de 2021) indica que sua recepção no mercado foi boa. O interior passou por um banho de loja, elevando o Creta ao patamar premium do segmento, movimento acompanhado pelo preço. O destaque sob o capô é a estreia do motor 1.0 turbo, mas a versão de topo manteve o antigo 2.0 aspirado.

6 – Novo Jeep Compass

A linha 2022 do Jeep Compass não trouxe muitas mudanças visuais externas. Em compensação, o SUV médio finalmente ganhou um interior digno de um campeão de vendas. Outra novidade foi a chegada do motor 1.3 turbo flex, que de um lado trouxe muita agilidade ao modelo, mas, por outro, mostrou um consumo de combustível medonho. As mudanças foram positivas, já que, mesmo com a chegada do Corolla Cross e o Volkswagen Taos, o modelo continua líder absoluto do segmento.

7 – Ford Bronco Sport

Apesar de ser um projeto interessante – com design original, interior agradável e bom conjunto mecânico – o SUV médio importado do México foi “traço” de vendas. O fraco desempenho de mercado do Bronco Sport é um pouco do retrato do que a Ford se tornou no país. A marca fechou novembro como a 11ª em volume de vendas (se considerarmos automóveis e comerciais leves). Até o último mês, foram 35.158 unidades vendidas (sendo que mais da metade corresponde à picape Ranger), menos de 2% do mercado nacional, ficando atrás da Caoa Chery, empresa que está engatinhando no Brasil.

8 – Elétricos

O ano foi marcado pela chegada de novos modelos elétricos compactos como o Fiat 500e , o Peugeot e-208 e as novas gerações do Renault Zoe e do Chevrolet Bolt. Os preços? Bastante indigestos! Já no segmento de SUVs elétricos, o destaque foi o Volvo XC40, com bons números de vendas. O modelo passou a ser comercializado no Brasil apenas na versão elétrica.

9 – Novo Honda City

A nova geração do Honda City sedã será lançada em janeiro, mas já tivemos contato com o veículo. Seu design não impressiona e parece pouco para tentar manter os clientes do Civic, que deixa de ser produzido no Brasil para vir importado e bem mais caro na próxima geração. A boa notícia fica a cargo do City hatch, que estreia em março e promete ser um bom substituto para o Fit, que será descontinuado no nosso mercado porque sua nova geração é muito sofisticada para a atual faixa de preços. Nossa experiência com o veículo foi rápida, mas o novo motor 1.5 aspirado demonstrou bom desempenho, porém, sem muito brilho.

 Captur
Renault Captur (foto: Jorge Lopes/EM/D.A press)

10 – Renault Captur

O SUV compacto finalmente se distanciou do irmão Duster com a adoção do novo motor 1.3 turbo, justificando a diferença de preço. O conjunto mecânico tem bom desempenho e consumo de combustível. Mesmo com a leve reestilização, seu design já se mostra cansado. O interior ganhou uma atenção especial, tendo melhorado bastante. Porém, sem preço competitivo, suas vendas são tímidas.


...e os que se foram

O ano de 2021 foi bem sinistro para o setor automotivo, que sofreu diversas baixas importantes. Já no início de janeiro, a Ford anunciava sua saída do país como fabricante, encerrando imediatamente a produção do Ka (um dos compactos mais vendidos do Brasil) e Ka Sedan, além do Ecosport (precursor dos SUVs compactos).

Outra consequência disso foi a interrupção da produção do jipe Troller T4, que também culminou no fim da Troller (a marca pertencia à Ford), já que os americanos são quiseram vendê-la e nem o projeto do utilitário cearense a algum fabricante interessado em produzi-lo, mas apenas as instalações e o ferramental da fábrica de Horizonte.

Doblò
Fiat Doblò (foto: Fiat/Divulgação)

FIAT
Quem também está fazendo uma limpa nos modelos mais antigos do mercado brasileiro é a implementação da fase L7 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), que já passa a valer no início de 2022. O Fiat Doblò sai de cena devido ao ineficiente motor 1.8 E.torQ, assim como versões de outros modelos que usam esse propulsor.
    
  Mas a marca de Betim ainda perde modelos como o Uno e o Grand Siena, que não oferecem o motor 1.8, mas ainda assim “sobem no telhado” porque o Proconve L7 exige intervenções mais rígidas no projeto dos veículos. Assim, motores antigos como os 1.0 e 1.4 Fire Evo, precisam receber intervenções que o volume de vendas desses modelos já não justificam.

VOLKSWAGEN
O mesmo motivo decretou o fim do Fox na linha Volkswagen, que, assim como o up!, que saiu de linha em abril, não tem volume de vendas que justifique novos investimentos. Aos poucos, a linha de veículos mais antigos da marca alemã – Gol, Voyage e Saveiro – também sairá de linha. O modelo de entrada da Volkswagen será o Polo Track, derivado da versão 1.0 MPI do hatch compacto.

CHEVROLET
Com as vendas em baixa, a picape Montana deixou de ser fabricada para dar lugar a uma nova geração que chegará em 2022, com porte intermediário, para brigar com a Fiat Toro e a Renault Oroch.

CITROËN
Entrando na fase Stellantis, a Citroën tirou de linha o C3 e o Aircross, ficando apenas com o C4 Cactus. A marca francesa já apresentou a nova geração do hatch compacto, que será lançada no início de 2022. Ainda estão previstos para formar a nova linha da marca um crossover, no fim do próximo ano, e um sedã compacto, mais à frente.

TOYOTA
A Toyota deixou de vender o Etios no Brasil nas carrocerias hatch e sedã, mas sua produção no país foi mantida para atender aos outros mercados.

HONDA
Apesar de não confirmado, dois modelos da Honda estão com os dias contados. As vendas do Fit estão cada vez menores e a marca não vai trazer a nova geração do modelo, que ficou sofisticada demais para o Brasil. Para o monovolume, o substituto será o novo City hatch.

O aventureiro WR-V sobe no telhado junto com o Fit e, mais à frente, deverá ter um SUV compacto para ocupar esse espaço. O Civic também ficou muito sofisticado para um segmento que está cada vez menor e deixará de ser fabricado em breve no Brasil para passar a vir importado, em versão única, bem mais caro.

O Kia Rio
Kia Rio (foto: kia/divulgação)

KIA
Lançado no início de 2020, importado do México, o Kia Rio já deixou o mercado brasileiro com vergonhosas 169 unidades emplacadas. Passou por aqui e nem foi visto nas ruas.

NISSAN
Após introduzir a nova geração do Versa no Brasil, no fim de 2020, a Nissan tirou a geração antiga, rebatizada V-Drive, de linha em setembro deste ano. 

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