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Estado de Minas PODEROSA

AntiToro: Hyundai apresenta a picape intermediária Santa Cruz nos EUA

Modelo tem diversos atributos que podem convencer até mesmo os usuários de automóveis. Mas, existem chances do veículo ser vendido no Brasil?


08/05/2021 04:00

O conjunto óptico da nova Hyundai Santa Cruz forma um mosaico na grade frontal da picape(foto: Hyundai/Divulgação)
O conjunto óptico da nova Hyundai Santa Cruz forma um mosaico na grade frontal da picape (foto: Hyundai/Divulgação)


Uma picape capaz de fazer frente a Fiat Toro, porém, com poucas chances de chegar ao mercado brasileiro. Esta é a Hyundai Santa Cruz. Após anos de ensaio, a marca coreana, finalmente, apresentou o modelo, com dimensões intermediárias entre as compactas e as médias. Esta é uma das principais vantagens deste segmento predominantemente urbano, que une o conforto e o status de uma picape média com a praticidade de rodagem um pouco mais próxima das compactas, fundamental no trânsito caótico das grandes cidades.
 
Com 4,97m de comprimento e 3m de distância entre-eixos, a picape não está confirmada para o Brasil(foto: Hyundai/Divulgação)
Com 4,97m de comprimento e 3m de distância entre-eixos, a picape não está confirmada para o Brasil (foto: Hyundai/Divulgação)
 
 
Construída em estrutura monobloco, a Santa Cruz tem 4,97 metros de comprimento, 1,90m de largura e 1,69m de altura. Com 1,23m de comprimento, a caçamba tem uma capota marítima que se recolhe eletricamente, que parece se enrolar como uma cortina. A marca destaca a capacidade deste sistema para impedir a entrada de água e poeira no compartimento de carga. No quesito lifestyle, a caçamba seria fundamental nas escapadas da cidade, para o campo ou para a praia, transportando pequenas cargas ou equipamentos esportivos.
 
A traseira tem linhas retas, com lanternas horizontalizadas e o nome Santa Cruz em destaque na tampa(foto: Hyundai/Divulgação)
A traseira tem linhas retas, com lanternas horizontalizadas e o nome Santa Cruz em destaque na tampa (foto: Hyundai/Divulgação)
 
 
Mas o que mais atrai é o design da Santa Cruz. O destaque é o conjunto óptico, com luzes de rodagem diurna integradas à enorme grade tridimensional, e o resto dos elementos luminosos reunidos em nichos nas extremidades do para-choque, que tem visual esculpido. As linhas são poderosas, com capô vincado, caixas de roda anabolizadas, linha de cintura alta e para-brisa inclinado. Toda a base da lateral é protegida por apliques em plástico. O porte da picape não obriga o uso de estribos, que ficam estranhos mesmo em veículos baixos. As rodas são de 20 polegadas.
 
A picape traz um interessante compartimento na caçamba para guardar compras e pequenos objetos(foto: Hyundai/Divulgação)
A picape traz um interessante compartimento na caçamba para guardar compras e pequenos objetos (foto: Hyundai/Divulgação)
 
 
Ciente do uso urbano e cotidiano das picapes, a Hyundai incluiu soluções que podem convencer a quem se acostumou com os automóveis. A falta de porta-malas é um problema na hora de ir ao supermercado de picape, e a solução é colocar as compras sobre os bancos e no assoalho. Fora que tudo na cabine fica exposto, aos olhos dos amigos do alheio. Para evitar estas situações, a Santa Cruz tem um compartimento abaixo do banco traseiro, assim como sob o assoalho da caçamba, onde tudo fica discreto e organizado.
 
Os ocupantes do banco traseiro contam com saídas de ar-condicionado, melhorando a climatização(foto: Hyundai/Divulgação)
Os ocupantes do banco traseiro contam com saídas de ar-condicionado, melhorando a climatização (foto: Hyundai/Divulgação)
 
 
No painel, destaque para o quadro de instrumentos digital, que não é equipamento de série, mas tem um visual bastante interessante. O sistema multimídia tem tela tátil de oito ou 10 polegadas. Com 3m de distância entre-eixos, um centímetro a mais que a Fiat Toro, a picape tem bom espaço interno. Os ocupantes do banco traseiro contam com saídas de ar-condicionado exclusivas, melhorando a climatização. O assento do banco traseiro pode ser rebatido para levar bagagens naquele espaço, em detrimento de passageiros.
 
As versões de entrada trazem um motor 2.5 a gasolina, com injeção direta, que gera 192cv de potência e 24,8kgfm de torque, conjugado com câmbio automático de oito marchas. Já as versões mais caras trazem o mesmo motor, porém, com turbo e injeção direta, que elevam a potência para 278cv e o torque para 42,8kgfm. Para esta versão, a transmissão é automatizada de dupla embreagem, com oito velocidades. A tração é integral em todas as versões, com diferentes modos de condução de acordo com o terreno.
 
A lista de equipamentos é enorme, com itens desejáveis como teto solar, chave presencial e controle de cruzeiro adaptativo. O pacote de segurança traz assistente de manutenção de faixa, frenagem autônoma de emergência e câmeras 360 graus. Ainda sem preço revelado, o modelo será fabricado nos Estados Unidos, onde estreia no meio do ano.

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