Jornal Estado de Minas

Enquanto a nova geração não vem



A Renault apresentou a linha 2020 da família Sandero, que inclui o sedã Logan, o aventureiro Stepway e o “esportivo” RS. Pra quem esperava uma mudança visual mais significativa, vai ter que aguardar um pouco mais, pois os modelos trazem apenas faróis com assinatura de LED, para-choques com novo desenho, e, no caso específico do Sandero, lanternas traseiras mais estilosas que invadem a tampa do porta-malas.
Todas as versões ganham quatro airbags de série, mas as equipadas com motor 1.6 passam a contar com o câmbio CVT X-Tronic e controle de estabilidade (ESC). Outra novidade da linha é que a Renault conseguiu homologar o Stepway como SUV compacto e ainda deixou as versões equipadas com motor 1.6 e câmbio CVT com a mesma altura em relação ao solo do aventureiro, com 4cm a mais que as outras versões.
A Renault lançou o Sandero no Brasil em 2007. O projeto trazia como principais atrativos o amplo espaço interno e o estilo espartano, com custo mais baixo. Em 2008, vieram o sedã Logan e o aventureiro Stepway. Já em 2014, a família foi reestilizada, ganhando visual um pouco mais agradável. Desde o lançamento, a Renault vendeu no Brasil 800 mil unidades do Sandero e 400 mil do Logan. São dois produtos fortes da marca no mercado brasileiro.

TAPINHA Na Europa, os consumidores já convivem com a nova geração do Sandero, que só deve chegar ao Brasil no fim de 2021 ou início de 2022.
Enquanto isso não acontece, a montadora optou por dar um tapa no visual dos modelos, mas de maneira bem discreta. Tanto o hatch quanto o sedã tiveram os faróis mantidos com o mesmo desenho, porém, com assinatura de LED para todas as versões. Os para-choques também ganharam novas linhas, com entrada de ar inferior mais ampla.
Já a traseira do Sandero passou pela modificação mais significativa, ganhando lanternas horizontalizadas invadindo a tampa do porta-malas. A câmera de ré foi posicionada um pouco mais abaixo e o centro do logo da marca ganhou um botão para abertura elétrica da tampa do porta-malas. Outra novidade é que a Renault criou o estilo Cross Light para as versões 1.6 com câmbio CVT, que implica suspensões elevadas em 4cm, como as do Stepway, além de molduras de plástico nas caixas de roda, que são de liga leve de 16 polegadas. Para o hatch, o recurso pode até ser interessante, mas o sedã ficou muito estranho com a suspensão elevada.
Para evitar problemas de dirigibilidade nessas versões mais altas, a Renault passa a disponibilizar o controle de estabilidade e auxílio de partida em rampa. As versões equipadas com motor 1.0 e 1.6 com câmbio manual, exceto a esportiva RS, não trazem o sistema de controle de estabilidade.
No quesito segurança, a linha Sandero 2020 passa a oferecer de série quatro airbags, Isofix para fixação de cadeiras infantis, freios ABS com EBD e cintos de segurança retráteis de três pontos para todos os passageiros.

MULTIMÍDIA Outra novidade é a central multimídia Media Evolution, com conectividade por Android Auto e Apple CarPlay, possibilitando o uso de Spotify, Waze, Google Maps e WhatsApp. Com tela tátil de sete polegadas, o sistema traz ainda função Bluetooth, câmera de ré, Eco Scoring e Eco Coaching, que ajudam o motorista a dirigir de maneira mais econômica. A chave é do tipo canivete, com comandos de abertura e fechamento das portas.
No quesito motorização, não foram feitas modificações. Tanto Sandero quanto Logan continuam sendo equipados com motor 1.0 de três cilindros, com até 82cv de potência e 10,5kgfm de torque (com etanol), ou 1.6 de quatro cilindros, com até 118cv e 16kgfm (com etanol). Ambos mantêm o antiquado tanquinho de combustível para auxílio ao sistema de partida a frio. A Renault é uma das poucas montadoras que ainda usam esse tipo de sistema.

PREÇOS E VERSÕES O Sandero passa a ser vendido na versão Life 1.0 SCe com câmbio manual por R$ 46.990, trazendo quatro airbags, Isofix, direção eletro-hidráulica, ar-condicionado, vidros dianteiros elétricos, travas elétricas e rodas de aço de 15 polegadas. Já a versão Zen 1.0 (R$ 49.990) e a Zen 1.6 (R$ 55.990) acrescentam sistema Media Evolution, comando satélite no volante, sensor de estacionamento, computador de bordo, vidros elétricos e sistema start/stop. A versão Zen 1.6 CVT (R$ 62.990) traz ainda controle eletrônico de estabilidade, assistente de partida em rampa, rodas de liga leve de 16 polegadas e molduras nas caixas de rodas.
Já a versão Intense 1.6 CVT (R$ 65.490) acrescenta ar-condicionado automático, câmera de ré, faróis de neblina, vidros traseiros elétricos, retrovisores elétricos, controlador de velocidade e rodas de liga leve diamantadas de 16 polegadas.

LOGAN O sedã tem como versão de entrada a Life 1.0 com câmbio manual de cinco marchas, vendida por R$ 50.490, equipada com quatro airbags, Isofix, direção eletro-hidráulica, vidros dianteiros elétricos, ar-condicionado, travas elétricas e rodas de 16 polegadas. As versões Zen 1.0 (R$ 53.490) e Zen 1.6 (R$ 59.490) acrescentam Media Evolution, comando satélite no volante, sensor de estacionamento, computador de bordo e start/stop. Mas o sedã tem ainda as versões Zen 1.6 CVT (R$ 66.490), Intense 1.6 CVT (R$ 68.990) e Iconic 1.6 CVT (R$ 71.090), todas com controle de estabilidade, assistente de partida em rampa e rodas de 16 polegadas. A Iconic traz ainda bancos revestidos em couro, sensor de chuva e sensor de luminosidade.

DIRIGIMOS Durante o lançamento da linha 2020 do Sandero, dirigimos o hatch e o sedã com a opção de motor 1.6 com o câmbio CVT X-Tronic. A transmissão continuamente variável tem a opção de trocas manuais na alavanca, simulando seis marchas, mas não traz aletas atrás do volante. Tanto no trânsito urbano quanto na estrada, a dupla motor e câmbio proporciona uma condução suave, sem trancos, mas um pouco lenta nas reações. É preciso pisar fundo no acelerador para se obter respostas mais rápidas. E nessa condição, o motor se mostra mais áspero, transferindo o ruído de funcionamento para a cabine. No modo manual, a condução fica mais prazerosa. O Logan com a suspensão elevada exige um pouco mais de atenção nas entradas de curvas mais acentuadas, devido à tendência de inclinação da carroceria.
O controle de estabilidade atua e mantém o carro firme na pista, mas não é bom abusar.

(*) Jornalista viajou a convite 
da Renault do Brasil

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