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Estado de Minas

Asfalto e terra

Com motor de dois cilindros e 1.262cm³, painel com tela TFT e espelhamento de celular, freios ABS e muita eletrônica, modelo big trail encara qualquer estrada com desenvoltura


postado em 18/05/2019 04:13

O motor de dois cilindros em L fornece 159cv(foto: Mario Villaescusa/Ducati/Divulgação)
O motor de dois cilindros em L fornece 159cv (foto: Mario Villaescusa/Ducati/Divulgação)



O mundo das motocicletas do tipo big trail, capazes de rodar o planeta sem escolher os caminhos, vai ganhando cada vez mais recursos e mordomias. O tamanho dos modelos também segue o roteiro, subindo um degrau, transformando-se em maxi trail. A nova Ducati Multistrada 1260 S, topo de linha da marca no segmento, desembarcou no Brasil, com preço sugerido de R$ 87.900, para também entrar nessa briga global e feroz. Para tanto, chega recheada de eletrônica e com motor de 1.262cm³, que substitui o anterior de 1.198cm³.


O tradicional dois-cilindros, dispostos em L, batizado de Testastretta (cabeçote estreito), ganhou o sistema Desmodromic Variable Timing (DVT), capaz de variar o tempo de abertura das válvulas, conforme a solicitação do motor. A tradução é a entrega de até 85% do torque em apenas 3.500rpm. Com força disponível o tempo todo, a tocada fica facilitada e as retomadas e saídas de curvas bem prazerosas, com a tradicional esportividade da marca, mas com o conforto das big trail. O motor foi herdado do quase dragster X-Diavel (também comercializada no Brasil), além do escape de ponteira dupla, e fornece 158cv a 9.500rpm e torque máximo de 13,2kgfm a 7.500rpm.

SOPA Para gerenciar o motor, uma verdadeira sopa de letrinhas e suas siglas como equipamentos padrão. Para começar, o Vehicle Hold Control (VHC), assistente de partida em subidas, que não deixa a moto voltar. Tem ainda o Ducati Weelie Control (DWC), que impede que a moto empine nas arrancadas e pode ser regulado em oito níveis. Para rodar, o motor conta com quatro modos de pilotagem: urban, para cidades, com potência mais progressiva e reduzida a 100cv; touring, para estradas; sport, para acelerar mais agressivamente; e enduro, para rodar na terra.


As suspensões são semiativas, com ajustes totalmente eletrônicos Ducati Skyhook Suspension (DSS), que faz a regulagem para o peso do piloto, piloto e carga, piloto e garupa, piloto garupa e carga. Na dianteira, garfo invertido Sachs, com 48mm de diâmetro e 170mm de curso, além das regulagens eletrônicas de compressão e retorno. Na traseira, sistema mono, Sachs, em monobraço de alumínio, também com ajustes de compressão e retorno eletrônicos, e mais a pré-carga, com 170mm de curso. O resultado é que o piloto praticamente veste a moto. Por outro lado, as rodas tem aros de 17 polegadas, como nas esportivas, para explorar tocadas mais agressivas.

TOCADA Todo o complexo eletrônico, também composto por acelerador sem cabos e sistema de freios ABS de curva, com dois “discões” de 330mm de diâmetro na dianteira, equipados com pinças Brembo, monobloco radial de quatro pistãos, e disco simples na traseira, de 265mm, é controlado pela Unidade de Medida Inercial (IMU), que “conversa” com os outros sistemas e faz a interpretação das necessidades instantaneamente, modulando o comportamento geral da moto, incluindo o controle de tração, Ducati Traction Control (DTC).


As mordomias incluem o sistema de iluminação totalmente em LED, que foca a parte interna das curvas, para aumentar a segurança noturna, chave inteligente que libera a ignição mesmo no bolso, o quick shift, que permite cambiar subindo e descendo as marchas, sem usar a embreagem, e piloto automático. O painel é em TFT, com tela de cinco polegadas, e conta com o Ducati Multimedia System (DMS), que permite espelhar o celular. O quadro tem a tradicional configuração em treliça, mas permite a regulagem na altura do banco entre 825mm e 845mm. Bolsas laterais também podem ser acopladas para viagens.


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