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O último tango

Ford Focus deixa de ser fabricado na Argentina, de onde era exportado para o Brasil. Além da ascensão dos SUVs, médios agonizam devido ao preço elevado que atingiram


postado em 11/05/2019 05:10

A quarta geração do modelo foi lançada na Europa e China em 2018. A primeira (abaixo) fez sua estreia no Brasil em 2000(foto: Ford/Divulgação)
A quarta geração do modelo foi lançada na Europa e China em 2018. A primeira (abaixo) fez sua estreia no Brasil em 2000 (foto: Ford/Divulgação)

 

Fim de linha para o Ford Focus fabricado na planta de General Pacheco, na Argentina, de onde vinham as unidades vendidas no mercado brasileiro, hatch e sedã. O enxugamento de sua gama em todo o mundo faz parte da estratégia do fabricante de estancar o prejuízo, abandonando os segmentos nos quais não se destaca e enfatizando os produtos de maior volume. Assim, no Brasil, antes do Focus, a marca optou por encerrar a fabricação do compacto Fiesta, concentrando suas ações no Ka.
A pequena procura pelo Focus hatch tem menos relação com a obsolescência dessa terceira geração (lançada no Brasil em 2013), podendo ser melhor explicada a partir da decadência do segmento dos hatches médios. Além da “coqueluche” dos SUVs, que parece não ter fim, outro aspecto que comprometeu essa fatia do mercado foram os altos preços que seus modelos atingiram. Até o fechamento de abril, entre os três principais concorrentes do segmento, o Focus foi o menos emplacado, tendo somado 373 unidades vendidas, número que certamente foi influenciado pelo anúncio de descontinuidade do modelo na região, em outubro de 2018.
Seus principais concorrentes também estão morrendo à míngua. No mesmo período, o Volkswagen Golf vendendo apenas 826 unidades. O futuro do modelo fabricado no Paraná é incerto e não há nada que indique que a oitava geração, prestes a estrear na Europa, chegue por aqui também. O Chevrolet Cruze Sport6 é o hatch médio mais vendido, com 1.899 empacamentos até o fim de abril.
Apesar de ter sido líder em vendas de automóveis em 2018, a marca americana não vive bons momentos no Brasil, onde garante que acumula prejuízos. Quanto ao Cruze, vale lembrar que o modelo foi descontinuado no mercado americano e não terá um sucessor global. Já o Focus sedã, denominado Fastback, foi um pouco melhor, com 757 empacamentos até abril. Porém, esse número é muito ruim para um segmento que se mantém forte, sendo um dos mais disputados.
Com a saída de Fiesta e Focus, assim como seus respectivos sedãs, a linha Ford fica com um buraco, precariamente preenchido pelas versões de topo do Ka (que varia entre R$ 44.950 e R$ 68.640), seguidas pelas de entrada do EcoSport (que começa em R$ 76.890 e vai até os R$ 100.890). Se a necessidade for um três-volumes, o Ka Sedan vai de R$ 49.650 a R$ 72.640.

HISTÓRICO O Focus fez sua estreia na Europa em 1998, onde substituiu o Ford Escort. No ano seguinte, o modelo foi lançado nos Estados Unidos, mas no Brasil ele só chegou em 2000, inaugurando uma janela de dois anos de atraso em relação aos principais mercados do mundo. Ainda assim, o médio sempre foi um carro que se destacou pela qualidade do acabamento, qualidade da construção, bom espaço interno, conjunto mecânico eficiente, com bom desempenho.
Por aqui, a segunda geração chegou em 2008, já nos moldes da reestilização que havia ganhado lá fora no ano anterior. A terceira geração foi lançada em 2013, tendo passado por uma reestilização em 2015, ganhando o design que ostentou até hoje no mercado sul-americano. Também cabe ressaltar que o Focus sempre foi um carro mal trabalhado pela Ford no Brasil, que nunca deu o devido tratamento ao excelente produto que tinha. A quarta geração do modelo foi lançada na Europa em 2018, assim como na China.


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