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Estado de Minas

Aumento pontual

Custo da construção sobe 0,10% em Belo Horizonte em março. Acumulados do primeiro trimestre e ao longo do ano sinalizam uma elevação do índice


postado em 04/05/2019 05:12

Os custos com a mão de obra no setor permaneceram estáveis no período(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press %u2013 7/4/16)
Os custos com a mão de obra no setor permaneceram estáveis no período (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press %u2013 7/4/16)


O Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m²) registrou aumento de 0,10% em março e ficou 0,03 ponto percentual abaixo de fevereiro, cuja variação foi de 0,13%. Entre os componentes do CUB/m² observou-se, em março, alta somente no custo com material (0,25%). Os custos com a mão de obra, com as despesas administrativas e com o aluguel de equipamentos permaneceram estáveis.


O custo do metro quadrado de construção em Belo Horizonte segue o projeto-padrão R8-N que contempla uma residência multifamiliar, padrão normal, com garagem, pilotis, oito pavimentos-tipo e três quartos. O CUB/m² é um indicador de custos do setor contrutivo e acompanha a evolução do preço do material de construção, da mão de obra, da despesa administrativa e do aluguel de equipamento. É calculado e divulgado mensalmente pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), de acordo com a Lei Federal 4.591/64 e com a Norma Técnica NBR 12721:2006 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).


O valor da construção em fevereiro/19 era R$ 1.419,20 e passou para R$ 1.420,58 em março/19. Na composição do CUB/m² (projeto-padrão R8-N) a mão de obra representou, em março, 56,18% do custo total, os materiais de construção responderam por 39,71% e as despesas administrativas e de aluguel de equipamentos foram responsáveis por 4,11%. Em março, os materiais que apresentaram aumentos de preços foram areia (3,33%), fio de cobre antichama (2,33%), aço CA 50 10mm (1,95%), bacia sanitária branca (1,95%), tinta latex (1,43%) e brita (1,41%).


Apesar das elevações, o economista e coordenador sindical do Sinduscon-MG, Daniel Furletti, destaca que esses aumentos refletem a economia que se encontra no país. “Esses acréscimos estão ocorrendo de forma pontual e não generalizada”, frisa. O economista revela que a inflação está em patamares menores, já que o Banco Central revisou a meta para 4,25%; antes, era 4,5% ao ano. “O CUB vem refletindo e acompanhando esses números.”


Porém, alguns insumos se destacam por altas expressivas e, por isso, é importante acompanhar. Do total dos itens pesquisados, 26,92% registraram elevação, 61,54% mantiveram seus preços e 11,54% registraram queda. “As expectativas estão estruturadas nas reformas em tramitação ainda. No caso da reforma da Previdência, há a expectativa de desafogar o lado fiscal, podendo retomar os investimentos e recuperar o desempenho do mercado.”

ACUMULADOS Nos primeiros três meses do ano, o CUB/m² registrou alta de 0,76%. Já o custo com material aumentou, nesse período, 0,74%, e o custo com a mão de obra cresceu 0,82%. Os custos com as despesas administrativas e com o aluguel de equipamentos ficaram estáveis. “O setor ainda está em compasso de espera dos investimentos. O ano começou com grandes expectativas que ainda não foram concretizadas, o que diminui a confiança de investir”, pontua Daniel Furletti.


Os materiais que registraram as maiores elevações de preços nesse período foram areia (6,90%), brita (5,88%), aço CA 50 10mm (4,87%), tubo de PVC rígido reforçado para esgoto – 150mm (4,84%) e registro de pressão cromado (3,37%).
Nos últimos 12 meses, o CUB/m² (projeto-padrão R8-N) registrou alta de 6,09%, o que foi reflexo das seguintes variações: 5,38% no custo com material de construção, 7,03% no custo com a mão de obra, 0,20% nas despesas administrativas e 6,71% no aluguel de equipamentos. Os materiais que apresentaram as maiores elevações em seus preços nos últimos 12 meses foram: porta interna semioca para pintura (21,57%), emulsão asfáltica (20,77%), aço CA 50 10mm (19,71%), bacia sanitária branca com caixa acoplada (18,62%) e tubo de ferro galvanizado com costura 2½” (18,47%).


Em Belo Horizonte, existe a preocupação do setor com a aprovação do novo Plano Diretor, que está em tramitação na Câmara. “Esse novo plano dificulta a construção e cria uma espécie de imposto, a outorga onerosa, além de eestipular um coeficiente muito baixo, o que encarece os processos de construção”, destaca o economista.


A construção civil está com um ritmo baixo de atividades em relação à mão de obra. Em janeiro e fevereiro deste ano, o setor foi responsável pela geração de 5.326 novas vagas com carteira assinada na Região Metropolitana de Belo Horizonte, sendo que o número de trabalhadores formais passou para 125.919 em fevereiro/2019. Entretanto, em fevereiro/2014, por exemplo, esse número era muito superior: 175.211. “Temos a necessidade de a construção voltar a desempenhar o papel socioeconômico e estratégico na economia brasileira. É um setor que emprega muito e tem uma cadeia produtiva muito extensa, propagando renda, emprego e tributos”, afirma Daniel Furletti.

* Estagiário sob a supervisão da editora Teresa Caram


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