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O primeiro do mundo

Toyota confirma a produção da nova geração do Corolla na fábrica de Indaiatuba (SP), com inédita versão híbrida equipada com um motor a combustão flex e outro elétrico


postado em 20/04/2019 05:08

Ainda camuflado, o novo Corolla foi apresentado em solenidade em São Paulo, e chegará ao mercado no último trimestre(foto: Toyota/Divulgação)
Ainda camuflado, o novo Corolla foi apresentado em solenidade em São Paulo, e chegará ao mercado no último trimestre (foto: Toyota/Divulgação)

Confirmando a informação publicada pelo VRUM no início do ano, a Toyota anunciou que o novo Corolla será o primeiro veículo do mundo equipado com propulsão híbrida flex. Para produzi-lo na fábrica de Indaiatuba, no interior paulista, a Toyota investiu R$ 1 bilhão na modernização da linha e afirma que o modelo atenderá os requisitos de eficiência estabelecidos pelo Programa Rota 2030. Montado sobre a plataforma Toyota New Global Architecture (TNGA), o novo Corolla híbrido flex tem lançamento previsto para o último trimestre deste ano.

A Toyota não revelou os detalhes sobre o Corolla, mas a tecnologia híbrido flex foi anunciada pela montadora em março do ano passado, porém, experimentalmente no modelo Prius. Em dezembro, a marca revelou que um modelo com a tecnologia híbrido flex seria produzido no Brasil, mas sem revelar qual. No mês seguinte, no Salão do Automóvel de Detroit, um dos destaques no estande da Toyota era exatamente a nova geração do Corolla, em versão híbrida. Era a confirmação que faltava.

O Corolla produzido no Brasil geralmente tem linhas mais parecidas com as do modelo similar produzido na Europa, um pouco diferente do americano. A 12ª geração do sedã médio pretende chegar ao mercado abalando, carregando a bandeira de ser o único veículo a contar com um motor elétrico e outro de tecnologia flexfuel, prometendo ser o automóvel movido a etanol mais eficiente do Brasil e o híbrido mais limpo do mundo.

A plataforma TNGA já é usada no Prius, no SUV C-HR e no sedã médio-grande Camry, e no Corolla deverá trazer benefícios como maior espaço interno e melhor dirigibilidade. De acordo com a marca, a nova geração do sedã médio terá ainda uma série de novos equipamentos. O novo Corolla será exportado para Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Peru e Colômbia, com previsão de início de comercialização no primeiro semestre de 2020.

ESTUDOS A montadora não revelou ainda os detalhes sobre o conjunto híbrido flex, que começou a ser desenvolvido em meados de 2015, em uma parceria das equipes de engenharia da Toyota Motor Corporation, no Japão, e da Toyota do Brasil. A prioridade era desenvolver um conjunto com alta eficiência, baixíssimos níveis de emissões e capacidade de reabsorção dos impactos de gás carbônico (CO²), ao usar combustível oriundo de fonte 100% renovável.

Os estudos desenvolvidos pela Toyota do Brasil apontaram que o híbrido flex, quando abastecido com etanol, tem um dos mais altos potenciais de abatimento da emissão de CO², considerando desde a extração do combustível derivado da cana-de-açúcar, passando pelas bombas de abastecimento até sua queima no processo de combustão do motor.

LÁ FORA Nos Estados Unidos, o Toyota Corolla híbrido compartilha o mesmo conjunto mecânico/elétrico do Prius. O sedã é equipado com um motor 1.8 a gasolina e outro elétrico, totalizando 122cv e apresentando consumo médio de 22km/l. Mas pelo fato de o Corolla híbrido produzido no Brasil ser flex, acredita-se que os números de potência e consumo serão ainda melhores. O motor seria um novo 2.0 litros associado a um câmbio CVT de melhor resposta.

O Corolla chegou ao Brasil em 1994, importado do Japão, mas quatro anos depois passou a ser produzido na fábrica de Indaiatuba, de onde já saíram mais de 1 milhão de unidades. Há alguns anos, o modelo mantém a liderança entre os sedãs médios no mercado nacional, garantindo uma participação de mais de 40%.


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