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Estado de Minas

Pelo preço, merecia mais

Mudanças no visual do sedã médio deram um toque de modernidade, mas a versão topo de linha agrada também pelo conjunto mecânico e conteúdo, apesar de algumas ausências


postado em 09/03/2019 05:07

(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)
(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)
A liderança do segmento de sedãs médios no Brasil é cobiçada por algumas montadoras, mas nem todas conseguem posição de destaque. A Volkswagen anda em baixa, já que o seu Jetta encerrou 2018 com rendimento tímido no mercado, com apenas 4.403 unidades emplacadas, o que representa apenas 3,11% de participação. Perdeu feio para o líder Toyota Corolla (59.062 unidades), Honda Civic (25.942) e Chevrolet Cruze (19.828), os queridinhos do setor. Para tentar uma reação, a montadora agora traz do México a nova geração do Jetta, mais moderna e eficiente, porém, por ser importada, não chega com preço competitivo e ainda fica devendo alguns equipamentos.

A sétima geração do VW Jetta está disponível no Brasil em três versões: a 1.4 TSi, a Comfortline 250 TSi, e a R-Line. Testamos a topo de linha, que tem o mesmo conjunto mecânico das outras, composto pelo motor 1.4 turbo e câmbio automático de seis velocidades. No visual, o modelo 2019 mantém o padrão Volkswagen, com linhas mais retas, mas com aspecto mais bobusto e moderno. A grade dianteira é mais larga, com barras paralelas, toda em preto, e forma conjunto com um friso longo superior que faz a ligação entre os faróis, agora mais retangulares, full LED e com luzes diurnas com LEDs.

A parte inferior do para-choque tem ampla entrada de ar, spoiler e faróis de neblina em moldura preta. O logo da versão R-Line em preto se destaca na grade. O Capô tem formato em cunha, com vincos marcantes que reforçam o aspecto aerodinâmico. O para-brisa inclinado forma um só conjunto com o teto solar de vidro escurecido. Nas laterais, a moldura dos vidros em preto se identifica com os retrovisores da mesma cor. Um vinco marcante se estende do para-lama dianteiro à lanterna traseira, passando pela linha das maçanetas e indicando a linha de cintura suavemente elevada.

SAÍDAS FALSAS A versão vem equipada com rodas de liga leve de 17 polegadas, com desenho discretamente esportivo. A traseira traz discreto defletor de ar na extremidade da tampa do porta-malas, que é invadida pelas lanternas em LED. Nas extremidades do para-choque traseiro, falsas saídas do escapamento com moldura de alumínio também conferem aspecto esportivo.

Como na maioria dos sedãs médios, o porta-malas do novo Jetta é amplo, com bom volume, todo revestido com carpete. Mas a tampa tem hastes do tipo pescoço de ganso, que além de roubar espaço podem amassar as bagagens. Outro problema é que, ao ser aberta, a tampa do porta-malas precisa ser empurrada até o fim do curso, pois do contrário pode retornar na cabeça de quem manuseia a bagagem no compartimento. A tampa tem puxadores internos para facilitar o fechamento, e a abertura pode ser feita por meio da chave ou tecla no painel. No interior do porta-malas tem um dispositivo para rebater o encosto do banco traseiro, que é bipartido e dessa forma é possível ampliar a área de carga.


ESPAÇO O Jetta 2019 conta com chave presencial, que pode permanecer no bolso do motorista, que conta com banco com ajuste de altura. Mas não tem regulagem lombar e os ajustes são manuais. Um carro de quase R$ 120 mil merecia comandos elétricos nos bancos dianteiros. Apesar disso, os bancos são confortáveis, anatômicos, e apoiam bem as costas e as pernas. No banco traseiro, o conforto é limitado para duas pessoas, já que no meio o túnel volumoso no assoalho, o console central avantajado e o apoio de braço embutido no encosto roubam espaço. Mas quem senta atrás conta com iluminação, cintos de segurança retráteis, apoio de cabeça central regulável em altura e os laterais fixos. Não tem saída de ar-condicionado, mas tem Isofix para fixação de cadeiras infantis.

O acabamento interno é de boa qualidade, com couro revestindo os bancos e o volante. Material emborrachado cobre o painel, que tem detalhes em alumínio. Todos os comandos estão à mão do motorista, inclusive no volante de desenho esportivo, por meio do qual é possível acessar o sistema de áudio, celular, computador de bordo, controlador de velocidade e multimídia. O painel de instrumentos é moderno, todo digital, e permite diferentes configurações.

A versão topo de linha traz entre os equipamentos o alerta de colisão (ACC) com controle automático de distância em relação ao carro da frente, sistema de monitoramento periférico, detector de fadiga, Park Pilot (que ajuda o motorista a estacionar), e monitoramento da pressão dos pneus, além dos controles eletrônicos de tração e estabilidade.

DIRIGINDO Para dar a partida no Jetta, basta apertar o botão start/stop no console e liberar o freio de estacionamento elétrico para começar a diversão. Tem gente que torce o nariz ao saber que o sedã é equipado com motor 1.4, mas é turbo e muito eficiente em termos de desempenho. Basta acelerar para sentir que o propulsor dá conta do recado, e muito bem, com respostas rápidas nas arrancadas, sem se intimidar com o peso do carro, mesmo estando ele carregado. As retomadas de velocidade são seguras e garantem bom desempenho na estrada. Mas se o motorista tiver o pé pesado, o consumo fica comprometido. No circuito urbano, o computador de bordo registrou consumo de 5,5km/l com etanol e 7km/l com gasolina.

O câmbio automático de seis velocidades também contribui para o bom desempenho do carro, com trocas de marchas na hora certa e sem trancos. Fica ainda mais eficiente no modo manual, mas estranhamente o modelo não traz aletas para mudanças de marchas atrás do volante, somente na alavanca do câmbio. O modelo conta ainda com o seletor de modos de condução, com as opções Eco, Normal, Sport e Individual. As suspensões apresentam equilíbrio entre estabilidade e conforto, já que transferem pouco as irregularidades do solo. A direção foi bem calibrada, mas o diâmetro de giro pequeno dificulta as manobras em espaços apertados. Os freios, com discos nas quatro rodas e eletrônica, atuaram de forma eficiente.


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