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Estado de Minas

Não misture chinelo com tamanco

Fazer alterações no conjunto de rodas e pneus do carro sem observar as medidas determinadas pelo fabricante pode gerar problemas. Mas e se o produto sair de linha?


postado em 12/01/2019 05:05



O conjunto de rodas e pneus está diretamente relacionado com a segurança do automóvel e seus ocupantes, já que são responsáveis pelo contato com o solo. Por isso, a falta de manutenção e alterações podem interferir no comportamento dinâmico do carro, comprometendo a dirigibilidade. Respeitar as medidas determinadas pelos fabricantes é de extrema importância, já que os pneus são como sapatos e não podem ficar nem apertados e nem largos. Confira algumas dicas para não deixar o carro manco.


Na onda de modificar o visual do carro, muitas pessoas acabam optando pela troca das rodas e pneus, que geralmente são substituídos por outros de medidas maiores e perfil mais baixo. Para fazer essa alteração, o primeiro ponto que deve ser observado é o diâmetro externo do conjunto roda/pneu, seguindo rigorosamente as medidas originais determinadas pelo fabricante do carro. No caso de pneus de automóveis, a tolerância máxima de diferença na medida é de apenas 3% a mais ou a menos no diâmetro externo.
Não é recomendada a troca dos pneus originais por outros de medidas que não constem no manual do proprietário do veículo. Isso porque os carros são testados e homologados com pneus de medidas específicas e alterações exageradas podem comprometer a dirigibilidade. Rodas e pneus fora do padrão homologado pelas montadoras resultam em aumento do consumo de combustível e alterações no hodômetro e velocímetro. A mudança das medidas do conjunto pode afetar também o funcionamento do sistema ABS, alterando sua programação. Rodas e pneus maiores podem comprometer as retomadas de velocidade, e as menores, diminuir a velocidade máxima.

EQUIVALENTES Os pneus devem ser substituídos por outros de medidas iguais aos de homologação ou seus equivalentes. Pneus equivalentes são aqueles que reúnem ao mesmo tempo as seguintes condições: índice de carga igual ou superior; índice de performance igual ou superior; diâmetro exterior aproximado, segundo as tolerâncias definidas nos regulamentos de homologação de pneumáticos. Existe uma tabela de correspondências para verificar qual a dimensão mais adequada, porém, são dados teóricos e, por isso, é importante assegurar que a mudança não causará problemas. O manual do proprietário do veículo deve sempre ser consultado.

FORA DE LINHA Mas, e se o fabricante do pneu retirar um modelo de linha e substituí-lo por outro de desenho diferente? O que fazer se for preciso substituir apenas dois pneus? Nesse caso, é importante que os pneus novos tenham o mesmo código de velocidade, índice de carga e medidas iguais aos outros que estão em uso. Como os pneus novos têm desenho da banda de rodagem diferente dos demais, devem sempre ser colocados para rodar em par no mesmo eixo. Nunca se deve misturar pneu novo e usado no mesmo eixo.


MULTA E para quem gosta de fazer alterações exageradas no carro, é bom lembrar que existem leis que devem ser obedecidas. A Resolução 533 do Contran, de 1978, determina que o diâmetro externo do conjunto roda/pneu e as suspensões originais do veículo não podem ser alterados. A resolução determina, ainda, que as rodas e pneus não podem ultrapassar os limites externos dos para-lamas. O motorista que infringir a lei está sujeito a multa.

VANTAGENS Mas se for respeitado o diâmetro externo do conjunto, rodas mais largas com pneus de perfil baixo proporcionam melhor estabilidade e dirigibilidade, além de conferir aparência mais esportiva. Com a banda de rodagem mais larga, o pneu aumenta a área de contato com o solo, garantindo maior aderência e segurança nas curvas. Mas vale lembrar que pneus de perfil baixo, com a banda lateral reduzida, têm flexibilidade diminuída e, em pisos imperfeitos como os nossos, correm constante risco de danos e aumentam a transferência das irregularidades do solo para o interior do carro, causando desconforto.

 

RODAS MAIORES COM PNEUS DE PERFIL BAIXO

» PRÓS

- Respeitando-se o diâmetro externo do conjunto,
    proporcionam melhor estabilidade e dirigibilidade
- Mais aderência e segurança nas curvas
- Aparência esportiva

» CONTRAS

- Com medidas fora do padrão homologado pelas montadoras,
    aumentam consumo de combustível
- Alterações no hodômetro e velocímetro
- Podem afetar funcionamento do ABS
- Comprometem retomadas de velocidade
- Pneus de perfil baixo correm risco maior de avarias em pisos imperfeitos
- Aumentam transferência das irregularidades do solo para o interior do carro
- Mudanças exageradas resultam em multa


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