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De pretinho básico

Série especial %u201Cveste%u201D o SUV compacto com diversos tons de preto, realçando as linhas esportivas. Além do design, ponto alto do modelo é o desempenho do conjunto mecânico


postado em 22/12/2018 05:04

Com vocação exclusivamente urbana, %u201Ccarenagem%u201D do utilitário-esportivo esbarra frequentemente em quebra-molas e rampas de garagem(foto: jair amaral/EM/D.a press)
Com vocação exclusivamente urbana, %u201Ccarenagem%u201D do utilitário-esportivo esbarra frequentemente em quebra-molas e rampas de garagem (foto: jair amaral/EM/D.a press)



O Chevrolet Tracker está longe de ser o SUV compacto mais querido do mercado brasileiro, ocupando a sexta colocação deste segmento. Ainda assim, quem for levar o modelo para casa tem mais uma opção de escolha. A série especial Midnight, disponível também para a picape S10, vai muito além da pintura metálica ouro negro, reunindo também rodas de 18 polegadas com design exclusivo, pintadas em preto brilhante, maçanetas e frisos em preto metálico. Até o amarelo da “gravatinha” da Chevrolet foi trocado pelo preto. Apesar da carroceria monocromática, a combinação de diferentes tons de preto realça as linhas esportivas do Tracker.


O interior segue essa ideia, mas (ainda bem!) sem exagero, já que a parte de cima das colunas recebeu revestimento cinza-claro, assim como o teto, cujo tecido inspira boa qualidade. Porém, tirando isso, além de um ou outro detalhe imitando alumínio, o preto está presente no resto da cabine. Couro preto reveste os bancos, parte do painel e painéis de porta, volante e apoio de braço. Para completar o bom acabamento, os tapetes são acarpetados e o plástico usado no interior tem bom aspecto. No mais, a série especial se resume a aparência mesmo, e custa R$ 2 mil a mais que a versão de topo Premier, de quem herdou o pacote de equipamentos.

A BORDO O Tracker leva com conforto quatro passageiros, mas o banco traseiro tem apoios de cabeça e cintos de segurança de três pontos para todos. O porta-malas tem iluminação e ótimo acabamento, mas peca pelo pouco espaço disponível. É o menor entre os principais concorrentes. Apesar de abrigar o estepe (que é de uso temporário), um bom espaço do compartimento de carga foi desperdiçado para nivelar o assoalho. Ao menos o encosto do banco traseiro tem rebatimento fracionado, permitindo levar mais carga, em detrimento dos passageiros de trás. O interior tem vários porta-trecos, incluindo uma gavetinha próxima ao joelho esquerdo do motorista e outra sob o banco do passageiro. Já o apoio de braço do motorista é integrado ao banco e não ao console central.


Para o conforto do motorista, o banco tem ajuste lombar elétrico. O teto solar proporciona maior interação entre a cabine e o exterior do veículo. Uma falha que pode ser corrigida é o não fechamento automático do teto solar quando se tranca o veículo pelo botão do chaveiro, situação em que os vidros das janelas se fecham. Outro ponto que pode ser aprimorado é incluir o fechamento automático dos vidros quando se tranca o veículo pela maçaneta, usando o sistema de chave presencial. A coluna C é larga e compromete a visibilidade traseira, problema que é amenizado pela câmera de ré e o sensor de estacionamento. Como o modelo é muito “carenado”, o para-choque dianteiro esbarra com frequência nos obstáculos e armadilhas espalhados pela cidade.

RODANDO Mas o ponto alto do Tracker, aquele que faz você se perguntar por que ele não tem papel de protagonista dentro do segmento, é quando você o coloca para rodar. Na cidade, o motor turbo tem boa parte do torque disponível em baixas rotações, tornando a direção prazerosa. Na estrada, a resposta do propulsor em ultrapassagens e retomadas é imediata. Mas, a despeito do pequeno motor 1.4, não espere por um consumo baixo de combustível. O câmbio automático de seis marchas permite trocas manuais, porém por um botão localizado na alavanca, o que retira a agilidade da ação. A suspensão tem boa relação entre conforto e estabilidade. A direção tem assistência elétrica, com o peso certo para cada situação.


Uma coisa chata na interação com o veículo é não poder desligar o sistema Stop/Start (que, para poupar combustível, desliga o motor nas paradas), o que muitas vezes é indesejável, seja para manter o ar-condicionado funcionando a pleno vapor ou pela necessidade de manter um ritmo mais dinâmico. Outro ponto negativo ligado ao Stop/Start é o fato de o assistente de partida em rampa não funcionar quando o veículo está desligado, o que pode fazer o veículo voltar quando arranca numa subida e abre a possibilidade de colidir no carro de trás.

CONCORRENTES O Tracker Midnight rivaliza com as versões de topo dos SUVs compactos, que em geral são bem equipadas – trazendo vários airbags, rodas de liga leve de pelo menos 17 polegadas, bancos revestidos em couro, controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, chave presencial, sistema multimídia e ar-condicionado digital –, apesar de excessivamente caras. Aliás, o Tracker (R$ 105.690) é o único entre os seis mais emplacados do segmento a ter ar-condicionado analógico. Por outro lado, o utilitário-esportivo da Chevrolet traz alertas para colisão frontal, saída de faixa, movimentação traseira e ponto cego. Outro destaque desse modelo é o teto solar elétrico, que só o EcoSport 2.0 Titanium (R$100.590), o mais em conta, tem.


O suvinho da Ford ainda traz multimídia com navegação GPS nativa, feito que só o Hyundai Creta 2.0 Prestige (R$ 103.990) iguala. O coreano é o único a oferecer saídas de ar para o banco traseiro e cornering. Já o Jeep Renegade 1.8 Limited (R$ 103.490) se destaca pelas rodas de 19 polegadas, ar-condicionado de dupla zona, freio de estacionamento elétrico, além de sistema anticapotamento e controle de estabilidade para trailer. O Honda HR-V 1.8 EXL (R$ 108.500) é o mais caro e o menos equipado, sendo o único a não ter chave presencial. O Nissan Kicks 1.6 SL Pack Tech (R$ 101.390) está equipado na média do segmento, acrescentando alerta de colisão com assistente de frenagem.


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