Jornal Estado de Minas

DRAMA

Sandra Bullock brilha como presidiária em "Imperdoável"


“Imperdoável”, que estreia em 10 de dezembro na Netflix, reúne duas estrelas de Hollywood em torno de um drama deflagrado por um crime violento. Sandra Bullock, vencedora do Oscar por “Um sonho possível” (2009), interpreta a presidiária Ruth Slater, e Viola Davis – também ganhadora da estatueta por “Um limite entre nós” (2016) – faz o papel de Liz Ingram, uma das pessoas afetadas pelo crime que Ruth cometeu.





No longa, coproduzido por Bullock, a protagonista, após cumprir pena de 20 anos pelo assassinato de policiais, precisa se reintegrar à sociedade que se recusa a perdoar seu passado. 

Julgada por quase todos à sua volta, ela está sozinha. A única esperança de redenção de Ruth é encontrar a irmã mais nova, que ajudava a criar e de quem foi forçada a se separar enquanto esteve na prisão.

A saga da reintegração de Ruth não é novidade na telinha: a história é baseada em minissérie britânica homônima, exibida em 2009, e estrelada por Suranne Jones.  

"Descobrir o pano de fundo dessa história, saber o real motivo de Ruth ter feito o que fez é o cerne do filme. O crime está envolto em um mistério, inserido dentro de um drama vivido pela minha complexa personagem", disse Sandra Bullock em entrevista à revista americana Entertainment Weekly. 





"Há várias pessoas cujas vidas ela afetou e muito ódio, raiva, amargura e tristeza associados à sua libertação", completou.
 

 

No elenco da atração, dirigida por Nora Fingscheidt (“Transtorno explosivo”) e filmada no Canadá antes e durante a pandemia, também estão Vincent D'Onofrio, Jon Bernthal e Rob Morgan, entre outros atores. 

"Eu adoraria que (os espectadores) reconsiderassem seu julgamento sobre as pessoas que estão ou foram encarceradas, que vivem em grande desvantagem por causa de seu passado", afirmou a diretora à Entertainment Weekly.

OSCAR À VISTA 

Quem se acostumou a ver a estonteante Sandra Bullock em papéis glamourosos vai se espantar com o visual da estrela em “Imperdoável”. Aqui, ela surge entristecida, fechada em um mundo quase impenetrável. Ao que tudo indica, é mais uma performance que pode levar a atriz americana à lista das indicadas à cobiçada estatueta dourada.

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