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Estado de Minas CARREIRA

Ícone dos tapetes vermelhos


postado em 12/01/2020 04:00

Na última edição do Globo de Ouro, Billy Porter, como sempre, arrasou no figurino fashion e luxuoso(foto: Isabella Pinheiro/Gshow)
Na última edição do Globo de Ouro, Billy Porter, como sempre, arrasou no figurino fashion e luxuoso (foto: Isabella Pinheiro/Gshow)
A estreia de Pose em 2018 foi um marco na televisão. A série criada por Ryan Murphy desvendava o universo dos ballrooms, os bailes com concurso de fantasia e dança que dão voz e expressão a homossexuais e pessoas trans em Nova York, em sua maioria não-brancos, nos anos 1980. Mas também agregava pessoas da comunidade LGBTQ. Desde então, vieram indicações a prêmios na forma de troféus – Billy Porter levou o Emmy. “Aparentemente, virei um ícone fashion”, disse Porter, que faz o mestre de cerimônia Pray Tell, em entrevista a jornalistas em Beverly Hills. O ator ficou famoso por seus figurinos luxuosos e ousados nos tapetes vermelhos, incluindo um smoking com saia rodada. A atriz Dominique Jackson, que faz Elektra Abundance, estrelou uma campanha da grife Valentino.

A segunda temporada de Pose chegou ao Brasil em 4 de janeiro, no Fox Premium 1, um dia antes de Porter ter arrasado novamente no tapete vermelho do Globo de Ouro, ao qual concorreu na categoria ator de série dramática. O ator não levou a estatueta, que foi dada a Brian Cox, por Succession.  Entretanto, Porter se diz surpreso com a resposta das pessoas sobre a série. “Gente branca de 60, 70, 80 anos de idade vem falar comigo na rua sobre o poder da mensagem da família e de como todo o mundo só quer ser amado.”

Por trás das casas de nomes glamourosos que competem nos bailes, há uma família. A líder é a mãe, que cuida daqueles rechaçados por suas famílias pelo fato de serem homossexuais ou trans. Esta temporada dá um salto no tempo e traz a breve euforia dos frequentadores dos bailes de serem adotados pelo mainstream graças à música de Madonna, Vogue. Mas também fala de ativismo no auge da epidemia de Aids. “Fomos um pouco mais fundo e talvez haja aspectos mais sombrios”, disse a roteirista e diretora Janet Mock, referindo-se à violência contra mulheres trans e à inspiração no caso de Dorian Corey, que tinha uma múmia no guarda-roupa. “Quisemos investigar por que ela faria aquilo”, disse Mock.

FORA DO ARMÁRIO 

Para Porter, a segunda temporada teve um momento especial em seus 30 anos de carreira. "Sempre estive fora do armário. Sendo homossexual, ainda mais um homossexual negro, você é assexual", disse. “Nunca fui o objeto da afeição de ninguém. Até agora. Fiz minha primeira cena de beijo e de amor, aos 50 anos de idade.” E, com o bom humor de sempre, emendou: “Vou assistir só depois de tomar um tranquilizante.”.  


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