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Estado de Minas ENTREVISTA/EDUARDO STERBLITCH/ATOR /32 ANOS

O Brasil está dando 'tilt'


postado em 03/11/2019 04:00

Em Éramos seis, o caipira Zeca (Eduardo Sterblitch) é apaixonado por Olga (Maria Eduarda de Carvalho) (foto: Raquel Cunha/Globo)
Em Éramos seis, o caipira Zeca (Eduardo Sterblitch) é apaixonado por Olga (Maria Eduarda de Carvalho) (foto: Raquel Cunha/Globo)


Para tudo há uma primeira vez. Eduardo Sterblitch que o diga. O ator, no passado, sequer imaginava trabalhar na televisão. Hoje, no entanto, se mostra completamente encantado com  rotina de gravações de Éramos seis, na Globo. Na quinta adaptação do romance homônimo de Maria José Dupré, o carioca de 32 anos interpreta Zeca, personagem que fez sucesso na versão exibida em 1994 pelo SBT, época em que o papel ficou com Osmar Prado. Na entrevista a seguir, o humorista assume que é romântico e apaixonado como seu personagem, mas não teria a mesma paciência que ele. Além disso, Eduardo entrega que não faz testes, porque não sabe lidar com a ansiedade.

Você tem 11 anos de carreira na TV, mas Éramos seis é sua estreia em novelas. Era algo com o qual você sonhava?

Eu até já pensei, mas nunca achei que ia acontecer. Desde criança, sempre fui muito chato com televisão; era aquele ator que imaginava que ia fazer teatro para sempre, que ia morrer pobre. Não é que você morra pobre sem fazer TV, mas nunca pensei em me entregar ao mercado televisivo. Aí, pintou o Pânico na TV, que me ensinou a fazer televisão e humor.

Zeca é um romântico apaixonado. E você?

Também sou. Ele é mais do que eu, acho que desisto mais rápido. Zeca não tem família, é meio sozinho, e ama muito a Olga (Maria Eduarda de Carvalho). A briga deles é sempre engraçada, como se fosse a de um casal adolescente.

Como surgiu esse papel? Foi um teste?

Sou péssimo em testes. Qualquer um que fizer, não vou passar. É ruim para mim porque acabo não pegando uns papéis que acho interessantes. Dei muita sorte: acharam que eu faria bem e me chamaram. 

É a quinta versão de Éramos seis para a TV. Você acha importante contar essa história hoje?

Acho que o Brasil está dando 'tilt'. Todo mundo está muito nervoso, sem saber o que quer. O brasileiro conhece muito pouco de sua história, precisa saber falar de seu passado para entender melhor seu presente e futuro. As mulheres, hoje, levantam bandeiras e escutam que é mimimi. Acho que aí a gente entende por que isso acontece, vê por que o brasileiro ainda é tão arcaico em lugares tão básicos e óbvios. Quem é inteligente e sensível, pode pescar porque nossa sociedade ainda está doente em algumas questões. (Estadão Conteúdo)


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