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Estado de Minas

Criamos um roteiro em Minas para comemorar o Dia Mundial do Turismo

Na data de hoje, o setor tem muito o que festejar. Ele gera 319 milhões de empregos pelo mundo e movimenta 8,8 trilhões de dólares na economia global. Conheça 10 locais para peregrinação religiosa em BH e região


postado em 17/09/2019 04:00 / atualizado em 27/09/2019 12:53

(foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)
(foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)
 
No ano passado, o Brasil – com a maior população católica do mundo– foi responsável por 20 milhões de viagens domésticas, segundo o Departamento de Estudos e Pesquisas do Ministério do Turismo (MTur). Turistas estrangeiros também são contabilizados: 30 mil deles vêm ao Brasil para aproveitar as mais de 200 atrações voltadas à fé. E tem mais: o setor injeta, anualmente, R$ 15 bilhões na economia.
 
Rumo ao interior, mais especificamente às cidades históricas mineiras, é que se vê a força das tradições católicas – costumes preservados desde a época do período colonial. Hoje, 27 de setembro, é comemorado o Dia Mundial do Turismo. Sugerimos 10 destinos especiais que são referência no turismo religioso na capital e na Região Metropolitana que podem ser feitos em um roteiro bate e volta de um dia. Confira:
 

Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade

(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)

Localizado a 48 quilômetros da capital mineira e a 16 quilômetros do município de Caeté, o Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade é um cenário de riquíssima beleza natural, no alto da montanha, a 1.746 metros de altitude. O Santuário que abriga a Padroeira de Minas Gerais é propício para quem busca a tranquilidade e a beleza da natureza. No local, em dias claros, é possível ter uma das mais belas vistas das montanhas de Minas. Em dias mais frios e nublados, o espetáculo é ainda mais bonito. Do topo da Serra da Piedade há uma deslumbrante paisagem de onde avista-se nove cidades: Belo Horizonte, Caeté, Contagem, Lagoa Santa, Nova União, Raposos, Sabará, Santa Luzia e Vespasiano. 
 

Igrejinha da Pampulha

(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
 

Situada no Complexo Arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte, a Igreja de São Francisco de Assis se destaca por sua beleza e design. Desenhada por Oscar Niemeyer e inaugurada em 1943, a Igreja de São Francisco de Assis foi o último prédio a ser erguido no complexo. O visual moderno impactou a tradicional sociedade e a igreja ficou fechada até 1959, quando, finalmente, foi entregue ao culto religioso católico. É o cartão-postal de Belo Horizonte, com painéis de Cândido Portinari, mas está fechada para reformas até 4 de outubro.
 

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Sabará

(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
 

Inaugurada em 1710, a Igreja Nossa Senhora da Conceição, em Sabará, tem uma das mais exuberantes talhas da arte barroca mineira, sendo considerada uma das mais ricas matrizes do século 18. O templo é uma das mais antigas igrejas do estado de Minas Gerais, rivalizando em antiguidade com a matriz de Raposos e a Sé de Mariana. Sua construção está ligada ao esforço do padre José de Queirós Coimbra, que foi seu vigário por mais de meio século.
 
 

Praça Minas Gerais, em Mariana

(foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)
(foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)
 

A Praça Minas Gerais, em Mariana – um dos mais belos exemplos do urbanismo barroco no Brasil – surpreende que visita a cidade histórica mineira pela presença, lado a lado das igrejas de São Francisco de Assis e de Nossa Senhora do Carmo, ambas construídas no século 18.

 
Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto

(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)
(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)
 

A Igreja de São Francisco de Assis começou a ser erguida em 1766, com projeto arquitetônico de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, responsável também pelo risco da portada, púlpitos, retábulo-mor, lavabo e teto da capela-mor. Para completar a suntuosidade e a riqueza do conjunto arquitetônico, as pinturas ficaram sob responsabilidade de mestre Ataíde, considerado, ao lado do próprio Aleijadinho, grande expoente da arte colonial brasileira. 
 

Santuário Arquidiocesano, em Santa Luzia

(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
 

A história do Santuário Arquidiocesano Santa Luzia se assemelha à da cidade que traz no nome a devoção à padroeira: Santa Luzia – município da região metropolitana de Belo Horizonte, a 27 quilômetros da capital mineira. A Rua Direita, ponto mais alto da cidade, foi o local especialmente escolhido para abrigar a construção, pois assim estaria protegida das enchentes que, na época, transbordavam o rio das Velhas. A igreja é uma das matrizes mais bonitas de Minas. Erguida no século 18, na segunda fase do Barroco, a igreja, hoje santuário, tem grande significado na arte e arquitetura, mas também nos trabalhos pastorais e sociais, já que são 11 comunidades e três capelas, com diversas realidades sociais e econômicas.

 
Mosteiro de Macaúbas, em Santa Luzia

(foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)
(foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)
 

O Mosteiro de Macaúbas, em Santa Luzia, possui mais de 300 anos de história. O espaço foi a primeira casa de recolhimento feminino em Minas Gerais e funcionava para educar meninas dentro dos princípios religiosos e prepará-las para um bom casamento. O local tem uma aura de tranquilidade. Entre árvores, palmeiras e macaúbas, o casarão da sede com sua sóbria arquitetura cria uma atmosfera perfeita para visitações.

 
Santuário do Caraça, em Santa Bárbara

(foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)
(foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)
 

O Santuário do Caraça é uma das sete maravilhas da Estrada Real com mais de 12 mil hectares de Mata Atlântica, Campos Rupestres e Cerrado, com trilhas para os atrativos naturais, históricos e religiosos. Repleto de cultura e antiguidades históricas, o Centro Histórico do Santuário do Caraça tem diversos atrativos, como a Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens, que tem celebrações diárias de missas e onde se vê o primeiro órgão de tubos fabricado no Brasil, uma extraordinária Santa Ceia pintada pelo Mestre Ataíde, e belíssimos vitrais franceses, o maior dos quais foi presente do próprio Dom Pedro II. Dentro das ruínas do colégio, que foi tomado pelo fogo em 1968, ficam o muse! u, no térreo, a biblioteca, no segundo andar, e, no terceiro, o auditório para conferências. Outro ponto de visitação são as catacumbas, onde estão sepultados Padres e Irmãos que atuaram no Santuário, desde 1774.

 
Igreja Nossa Senhora do Rosário, em Sabará

(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
 

O início da construção da Igreja Nossa Senhora do Rosário em Sabará, em 1768, pela Irmandade dos Homens Pretos da Barra do Sabará, revela a fé e a força do negro africano, que decidiram edificar sua própria igreja. No entanto, a obra foi abandonada com a abolição da escravatura, em 1888. Trata-se de um importante testemunho dos métodos construtivos da época. Sua arquitetura apresenta detalhes das três etapas distintas de sua construção. Possui, em uma das sacristias, o Museu de Arte Sacra com peças dos séculos 17 e 18. Quem vê as ruínas da igreja não imagina o que há escondido por trás das grandes paredes de pedra sem reboco, a céu aberto.

Igreja Nossa Senhora da Conceição, em Raposos

(foto: Auremar de Castro/EM/D.A Press)
(foto: Auremar de Castro/EM/D.A Press)
 

A Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Raposos, a 35 quilômetros de Belo Horizonte, é considerada a primeira matriz de Minas Gerais. A igreja tem em seu interior elementos decorativos presentes na primeira fase do barroco. Apesar das características consideradas simples em seu interior, há dois altares laterais que foram talhados  sofisticadamente, destacando ainda mais a beleza do local.  

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