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Estado de Minas

Viagem de avião na gravidez

Gestantes precisam observar alguns cuidados durante o voo para evitar complicações


postado em 09/07/2019 04:07


 
 
Gravidez não é doença, mas as futuras mamães devem ficar atentas à saúde durante uma viagem de avião. Segundo Renato de Oliveira, ginecologista e obstetra da Criogênesis, a Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav) recomenda que a partir da 36ª semana de gestação, mesmo sem complicações, a paciente deve ter atestado médico. A partir de 38 semanas, viagem de avião só pode ser feita se acompanhada do médico, devido ao risco de trabalho de parto. “Para aquelas que estão passando por sangramentos vaginais, diabetes, pressão alta ou antecedente de parto prematuro no passado com risco de nova ocorrência nesta gestação, a viagem não é indicada”, afirma.
 
Renato de Oliveira alerta que, durante a gestação, a quantidade de sangue circulante aumenta cerca de 30% a 45%. Por esse motivo, ficar muito tempo na mesma posição dificulta o retorno venoso e causa inchaço, muitas vezes maior do que o já experimentado por pessoas não grávidas. “Para evitar esse incômodo, recomenda-se o uso de meia elástica, elevação dos membros e uma caminhada a cada duas horas, caso o voo seja longo. Outra dica importante é quanto à alimentação, que deve ser balanceada e com bastante hidratação”, orienta.
 
O especialista dá algumas dicas para a gestante aproveitar ao máximo a viagem:
– Estresse: para evitar o estresse, é aconselhável que antes da viagem todas as reservas sejam feitas com antecedência, desde passagens, hotéis, aluguel de carro até o assento do avião. Nesse sentido, é ideal escolher aqueles localizados próximo ao corredor, pois facilitam as idas ao banheiro. Dê preferência para malas leves e roupas confortáveis. Quanto aos possíveis atrasos, procure ler um livro ou ouvir músicas. Aproveite o tempo livre e prepare uma farmacinha para levar determinados medicamentos, conforme orientação prévia médica, que só podem ser comprados com receita médica fora do país;
 
– Passeios: chegando ao destino, dê preferência para atividades que não envolvam esforços físicos intensos. Caminhadas, visitas a museus e restaurantes são sempre boas opções. Realize as compras que exigem pesquisas de preços ou produtos em dias alternados, pois a gestante poderá se cansar mais rápido e não terá o mesmo ritmo de sempre. Em dias muito cansativos ou quentes, busque momentos de relaxamento, repousando ou colocando os pés para cima;
 
– Alimentação e hidratação: principalmente durante viagens muito longas, é ideal que a grávida tenha uma garrafa de água para a hidratação. Mesmo fora da rotina, a gestante não pode se descuidar da alimentação, sendo ideal que a futura mamãe realize as principais refeições e que tenha sempre à disposição pequenos lanchinhos, como barras de cereal, frutas secas ou bolachas salgadas.
 
– Vacinas: apesar do temor de vacinar gestantes devido ao risco de anomalias fetais e aborto, os efeitos de uma doença infecciosa muitas vezes suplantam os eventuais riscos da vacinação. Dessa forma, vacinas inativas como difteria, tétano, influenza, hepatite B e coqueluche são seguras e podem ser utilizadas nas gestantes. Vacinas que contêm vírus ou bactérias vivas, a princípio, devem ser contraindicadas, como varicela, sarampo, rubéola, caxumba, febre amarela, entre outras, exceto em situações nas quais o risco de adoecimento supere o risco teórico vacinal”, finaliza.

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