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Estado de Minas

Cânions


postado em 21/05/2019 04:13

(foto: Andrew Castellano/Flickr//Reprodução)
(foto: Andrew Castellano/Flickr//Reprodução)

 

 

Cânion de Kali Gandaki - Nepal

No meio do Himalaia, é fácil entender por que o Cânion de Kali Gandaki ocupou diversas vezes a primeira colocação na lista dos mais profundos desfiladeiros do mundo. Em um dos pontos mais altos à beira do rio, a altura astronômica chega a 6.800 metros. O rio homônimo que esculpiu o cânion faz homenagem à deusa hindu Kali , que simboliza a natureza e é uma das representações de Durga, esposa do deus Shiva. Nos complexos montanhosos que cercam o país, encontra-se também o Monte Everest, o ponto mais alto da Terra, com incríveis 8.848 metros acima do nível do mar. O desafio de alcançar o topo da montanha acende o coração de muitos aventureiros, a região é famosa pela prática de escalada. Desde 1921, quando britânicos fizeram a primeira expedição, ocorreram milhares de tentativas, resultando em tragédias memoráveis, mas também no sucesso daqueles que chegaram ao pico nevado. Apesar da majestosa e imponente natureza que existe na região, o Nepal é um país pobre, mas com serviços turísticos. Para o público que prefere se aventurar sem esperar uma super-infraestrutura, há muitas opções de atividades em meio às montanhas e rios que fazem do Himalaia uma referência em belezas naturais. As águas que passam aos pés dos montes são perfeitas para a prática de rafting, e as trilhas para observar os picos nevados do Everest são uma experiência única para os turistas. Com pouco mais de 145 mil quilômetros quadrados, a região abriga uma população de 29,3 milhões de pessoas. Número que o coloca no topo das nações com maior densidade populacional do planeta, são 184 habitantes por quilômetro quadrado.

 

Cânion de Cotahuasi - Peru

Mais um tesouro guardado nos Andes peruanos, o Cânion de Cotahuasi tem uma imensidão rochosa com profundidade de 3.535 metros. Cercado pelas montanhas Solimana e Coropuna, cujos picos alcançam vertiginosos 6 mil metros de altitude, o local é privilegiado pela rica natureza. Entre picos nevados e cactos a perder de vista, o vale é perfeito para quem deseja praticar esportes de aventura, como voo livre, escalada, mountain bike e canoagem. Banhado pelas águas do Rio Colca, os visitantes têm a oportunidade de conhecer as cataratas de Sipia. A queda de mais de 150 metros é um espetáculo à parte, quando os raios solares atravessam o vale, formando um arco-íris permanente. Uma recompensa aos que suportam firmemente os efeitos das elevadas alturas. O ar rarefeito costuma causar aos visitantes sensação de dificuldade de respirar e dor de cabeça. Por essa razão, o uso da folha de coca é tão comum pelos andinos e indicado aos turistas, a planta minimiza os impactos da altitude no organismo. A dinâmica da vida dos habitantes pode ser conhecida pelas paradas nas vilas antiquíssimas. Casas de pedras se misturam às plantações sustentáveis no terreno pedregoso e clima frio.

 

Cânion do Colca - Peru

Repleto de riquezas arqueológicas, o Cânion do Colca ou Vale do Colca, é formado pela passagem do Rio Colca e fica a cerca de 150 quilômetros de Arequipa, no sul do Peru. A formação rochosa encontra seu ponto mais baixo a 4.160 metros de profundidade, o que o torna o mais profundo de todo o país. Quem visitar a região conhecerá a cultura preservada pelos descendentes dos povos pré-incas, que habitaram o vale há milhares de anos. As construções de pedras são o cenário para a observação do voo do maior pássaro da Terra, o condor-dos-andes, que cruzam o céu todas as manhãs. O encanto fica a cargo da paisagem selvagem e intocada dos Andes. Para chegar ao cânion, é necessário atravessar duas áreas de proteção ambiental, a Reserva Nacional de Salinas e Aguada Branca. No meio do caminho, uma parada obrigatória no ponto mais alto do trajeto, que recebe anualmente mais de 150 mil visitantes, o Mirante de Patapampa, a 4.900 mil metros de altitude. Os passeios tradicionais oferecem o traslado de Arequipa até Colca, com passeio guiado pelo cânion e arredores, como os três vulcões que cercam o vale. Vale esticar às fontes termais e suas piscinas quentinhas. Para os aventureiros, as encostas montanhosas e o Rio Colca são o território ideal para a prática de esportes radicais, como escalada e rafting. * Estagiária sob a supervisão de Taís Braga


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