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Os riscos e consequências para as pousadas construídas próximas de barragens


postado em 05/02/2019 05:02

 Confesso aos leitores que tive dificuldade para redigir esta coluna, pois continuo abalada com a tragédia ocorrida em Brumadinho, que acarretou danos imensuráveis à natureza e, sobretudo, a morte e desaparecimento de mais de três centenas de vítimas.

Estou indignada com a negligência e a ganância das empresas mineradoras que, de forma irresponsável, pouco ou nada fazem para evitar esses acidentes que nos últimos anos se tornaram constantes em nosso estado: São Sebastião das Águas Claras (Macacos), em Nova Lima, em 2001; Cataguases, em 2003; Miraí, em 2007, e Mariana, em 2015.

As consequências desses desastres são traumáticas não só em relação à degradaçãoambiental nas áreas atingidas, mas pelas mortes ocasionadas, famílias desabrigadas e a imensa dor e sofrimento causados às comunidades locais.

Apesar de o rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão ter ocorrido no final de janeiro(25/1), receio de nos próximos meses ocorra uma redução na demanda de turistaspara as pousadas localizadas próximas às barragens consideradas de “risco”em nossoestado, como em Nova Lima (Mina Engenho 1 e 2 ), Rio Acima (B1 e B2) e Ouro Preto(Água Fria).

Por outro lado, esse temor inclui, também, as pousadas de Brumadinho, sobretudo após o acidente da barragem Mina do Córrego do Feijão, que, embora não tenha sido qualificada

como de “risco” pelo relatório da Agência Nacional das Águas (ANA), acarretou o desaparecimento da Pousada Nova Estância, que foi “varrida” pela lama, causando a morte de seus proprietários, Márcio Mascarenhas e Cleosane Coelho Mascarenhas, funcionários e hóspedes.

A redução de reservas de hospedagens já é relatada por alguns proprietários de pousadas em Brumadinho e região, que já estão recebendo cancelamentos até mesmo para datas distantes ao acidente, como no segundo semestre do corrente ano.

Caso ocorra, de fato, a redução da demanda de turistas nessas pousadas será lamentável, pois, tanto os moradores dessas regiões como os empresários que optaram por investir nessas áreas não tinham como vislumbrar a exata dimensão dos riscos a que esses imóveis estão sujeitos e, sobretudo, suas próprias vidas.


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