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Estado de Minas

Outro mundo

Um dos moradores ilustres do litoral alagoano tem a proteção de estudiosos e da população. Vale a pena conhecer o trabalho com o peixe-boi marinho em Milagres


postado em 15/01/2019 05:05

A área da Praia do Pratagy, entre o rio e o mar, foi reformada: relaxamento total
A área da Praia do Pratagy, entre o rio e o mar, foi reformada: relaxamento total



Para quem não tem intenção de dormir por lá, mas somente passar um dia sossegado, há a opção dos beach clubs. Eles estão distribuídos por todo o litoral alagoano, e não poderia ser diferente em Milagres. Os receptivos têm contratos com alguns deles, mas existe a possibilidade de comprar um day use para quem vai de carro. Nesses locais, lounges, gazebos e redes, além das tradicionais mesas de praia, estão presentes. Dá para almoçar ou só ficar nos petiscos. E relaxar com uma bela massagem de frente para o mar. Enfim, toda a estrutura necessária para quem quer curtir um lugar tão bonito sem precisar pagar a diária de uma pousada.


O turista tem a opção também de fazer um passeio de jangada, para chegar bem perto dos vários tons de azul que também tomam conta do local. Todo o potencial dos vários tons de azul do mar de Alagoas pode ser visto ali. De transparente a azul-claro, depois mais escuro e até quase verde, de uma água sempre refrescante. A embarcação, que não pode carregar muitas pessoas para não agredir corais e peixes, nos leva até um ponto conhecido como Boca do Rio, onde o Rio Tatuamunha encontra o mar. O cenário é deslumbrante, com aquela areia branca, a água azul, os manguezais. É preciso ter alguns “cuidados” para tornar o passeio mais especial. Por exemplo, entre outubro e fevereiro há menos chances de ser surpreendido com a chuva, o que contribui para uma praia mais limpa e um azul mais bonito. A Boca do Rio é ótima para tomar um banho e descansar, mas no fim de semana o local costuma ser ocupado por muita gente. Então, é possível encontrar carros com som alto e até churrasco.

PRESERVAÇÃO Outro passeio que vale a pena é conhecer o Projeto de Monitoramento Comunitário de Biodiversidade, que fica em Tatuamunha, bem do lado de Milagres. São 10 anos de existência e o objetivo principal é cuidar da natureza local, em especial a preservação do peixe-boi marinho. Para financiar o projeto, que, como o nome diz, é comunitário e bancado pela própria população e especialistas, uma visita guiada entre 45 minutos e uma hora é feita. Nela, guias explicam a fauna e a flora locais e como é o processo de reintrodução do animal em seu hábitat. O passeio custa em torno de R$ 50 por pessoa.
A readaptação do peixe-boi é trabalhosa e pode durar até um ano. Eles são ensinados, por exemplo, a comer alimentos submersos. Eles recebem um chip para serem acompanhados durante o ciclo de vida. Tudo sob a observação atenta de 46 associados que trabalham dia e noite para manter o projeto funcionando. A Associação Peixe-Boi, que mantém a iniciativa, é patrocinada pela Fundação Toyota do Brasil e tem o apoio da organização SOS Mata Atlântica e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente.

* O repórter viajou a convite do Pratagy Beach – Wyndham


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