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Vinho com alma

Quem visita Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, encanta-se com a arquitetura,a gastronomia e, principalmente, com a bebida introduzida na região


postado em 11/12/2018 05:10

Fonte de Baco no interior da Vinícola Aurora, considerado o Deus do Vinho
Fonte de Baco no interior da Vinícola Aurora, considerado o Deus do Vinho



A convite do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), um grupo de jornalistas de todo o Brasil conheceu e vivenciou o Vale dos Vinhedos – o principal destino enoturístico do Brasil. A região ocupa área de 72,45 quilômetros quadrados entre as cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul. Patrimônio histórico e cultural do estado do Rio Grande do Sul desde 29 de junho de 2012, o vale oferece aos visitantes uma imersão no prazer de degustar bons vinhos, onde se aprende desde o cultivo, colheita e fabricação da bebida até a magia da harmonização dos vinhos com queijos, frios, frutas, pastas e sementes.


Visitamos grandes e pequenas vinícolas e, em cada uma delas, várias garrafas esvaziadas, gargalhadas liberadas, sorrisos sinceros ao final de cada descoberta. Quem visita a capital brasileira dos vinhos, como carinhosamente é conhecida Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, se encanta com a arquitetura, a gastronomia e principalmente com a bebida, introduzida na região, primeiramente, pelos imigrantes alemães, que chegaram ao Sul do país em 1824 e, anos mais tarde, em 1975, com a presença marcante dos colonos italianos. Afeiçoados à viticultura por tradição e por vocação, obrigatoriamente os colonos viriam a cultivar em terras brasileiras as uvas para produção familiar de vinhos e sucos. De lá pra cá, o vinho da Serra Gaúcha – a maior e mais importante região vinícola do Brasil, respondendo por cerca de 85% da produção nacional de vinhos –, ganhou projeção nacional e internacional. A cada nova safra, dezenas de rótulos ganham importantes prêmios nos concursos realizados no Brasil e no exterior.

História engarrafada Certamente, um dia você já provou uma taça do vinho Marcus James. Já deve ter ganho de presente uma garrafa do premiado Saint Germain e em uma festa de casamento brindou com os noivos o delicioso espumante Conde de Foucauld. Também pudera, esses são apenas alguns dos produtos da maior produtora de vinhos do Brasil – a Cooperativa Vinícola Aurora.


Ao entrar na sede da empresa, no coração de Bento Gonçalves, o visitante mergulha no universo etílico e na história da cooperativa, iniciada em 1931 por apenas 16 famílias de produtores de uvas. Hoje, somam-se mais de 1.100 famílias associadas com um processo de produção totalmente industrial. Na sede dessa gigantesca vinícola, o tour pelas caves é uma viagem no tempo. Ao longo do caminho, barricas de madeira compõem o cenário lúdico. Com elas, o cheiro marcante e inebriante da uva exala pelos corredores e paredes.


Quase no final do passeio, o turista se depara com uma deslumbrante fonte dedicada a Dionísio ou Baco – o deus do vinho, de onde jorram as águas com as cores da bebida escarlate. O grand-finale ocorre em uma sala de degustação, onde o turista descobre que o vinho em si parece ser amargado aos paladares amadores. Harmonizado com queijos, frutas e frios, ele se torna a bebida dos deuses. Uma alquimia que se faz na boca com uma explosão de prazer.
Na parede desse local, a frase do cineasta alemão Roland Betsch traduz, perfeitamente, a vista: “No vinho estão a verdade, a vida e a morte. No vinho estão a aurora e o crepúsculo, a juventude e a transitoriedade. No vinho está o movimento pendular do tempo. No vinho se espelha a vida”.


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