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Estado de Minas

Uma viagem no tempo

"Além dos passeios pelas dezenas de cachoeiras e poços de água cravados entre pedras, também as atrações gastronômicas valem a visita"


postado em 27/11/2018 05:19

Casario simples em ruas de cascalho e terra arrebatam de cara o turista em busca de sossego(foto: Laura Valente/EM/D.A Press)
Casario simples em ruas de cascalho e terra arrebatam de cara o turista em busca de sossego (foto: Laura Valente/EM/D.A Press)

Imagine estar numa vila de arquitetura colonial, calçada de pedras, cascalho e terra, igrejas ancestrais, onde o tempo transcorre no ritmo de antigamente e o programa varia entre conhecer cachoeiras e jogar conversa fora na porta do casario.

Bem-vindo a São Gonçalo do Rio das Pedras, vilarejo distrito do Serro, no Alto Jequitinhonha, distante cerca de 330 quilômetros da capital mineira (há mais de uma opção de trajeto, via Diamantina, pelo asfalto – BR-040, BR-135, BR-159, MG-140 – ou via MG-10/Estrada Real, passando por Lagoa Santa e margeando o Parque Nacional da Serra do Cipó até Conceição do Mato Dentro e, de lá, para o Serro, trecho belíssimo, por sinal).

Com população inferior a 2 mil habitantes, a vila, vizinha de Milho Verde (cerca de 10 minutos pela estrada de terra), fica a mais de 1 mil metros de altitude, na Serra do Espinhaço, e reserva ao visitante paz, tranquilidade e paisagens de tirar o fôlego.

A hospedagem se resume a menos de 10 pousadas (referências são a São Gonçalo, a do Pequi e a do Capão) e a algumas casas para aluguel por temporada, mas o número é mais que suficiente para abrigar os turistas, já que o local ainda não é tão badalado quanto as cidades vizinhas Serro e Diamantina – prato cheio para quem quer, mesmo, desfrutar do clima de sossego.

Além dos passeios pelas dezenas de cachoeiras e poços de água cravados entre pedras, também as atrações gastronômicas valem a visita: os restaurantes locais, inclusive, participam anualmente do Festival do Frango Caipira (em novembro).

Dica é começar o dia pela única padaria local, que também funciona como bar e serve delícias típicas de interior, como pão na chapa ou com linguiça e pão de queijo recheado com ovo, queijo coalho e o que mais o consumidor quiser. Depois, escolha percorrer um circuito de dar água na boca: Restaurante da Jovelina, Bar do Pescoço, Jatobar, Ademil, Rancho das Bananeiras, Império Real. Todos com pratos artesanais, preço justo e qualidade pra pedir bis e lamber os ‘beiços’. Difícil é não se render à sesta depois do almoço, de preferência no balanço da rede e sem hora pra despertar.

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