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O poder da arte e da inovação em Minas Gerais

Obtive a informação de que existem iniciativas em mais de 50 cidades de Minas voltadas para startups, mas onde elas estão e como se comunicam com seu entorno tecnológico?


postado em 03/10/2019 04:00 / atualizado em 17/10/2019 10:05

 
Nos últimos anos, venho falando de tecnologia e do mundo das artes por este Brasil e recebi com muita felicidade a ideia de escrever uma coluna quinzenal sobre essa união. Antes de mais nada, um pouco de história. Meu primeiro emprego foi na UPSI, onde convivia com cartões perfurados e formulários contínuos. A vida mudou e acabei optando por realizar um sonho pessoal ao pedir demissão da BMS para me tornar um músico. Empresa que provavelmente foi a primeira spin off de tecnologia da época, criada para separar o departamento de processamento de dados da parte siderúrgica do grupo Belgo.

Ao trocar de área, nunca me desliguei dos computadores. Comecei com um “Amiga 500” da canadense Commodore e sua excelente interface gráfica. Ele já vinha com uma placa Midi em que aprendi a sequenciar músicas e nunca mais parei. O primeiro notebook que o Skank utilizou no palco foi em 1993. Atualmente, usamos três computadores sincronizados para controlar áudio e vídeo, uma tarefa que está a cargo de Haroldo Ferretti, meu parceiro tecnológico na banda.

A minha paixão pela tecnologia me levou a ser investidor na Confrapar e assumir uma das vice-presidências da Sucesu (Sociedade de Usuários de Tecnologia da Informação e Comunicações), fundada em 1968, que promove cursos e eventos, como a Inforuso, que chegou à 36ª edição.

Tenho andado por Belo Horizonte e interior do estado para conhecer lugares e projetos ligados à inovação tecnológica. Já vi alguns bem interessantes, como o da Algar, em Uberlândia, que poderia muito bem ser utilizado como referência nesta área.

Uma das coisas que me incomodam é a falta de sinergia entre os projetos existentes. A maioria deles não tem foco em áreas específicas e não se complementam. Vejo, em sua maioria, iniciativas isoladas de grupos empresariais buscando colocar a inovação dentro de suas empresas. Muitos ignoram que a inovação não é um novo departamento, mas uma mudança geral de comportamento.

Acompanho o projeto do P7 desde o início. Finalmente, o prédio na Praça Sete, em Belo Horizonte, está ficando pronto. Mas uma coisa tem me preocupado: não consigo saber como será a governança e também qual será o foco desse centro de inovação, que tem tudo para se tornar um ícone do movimento em Minas.

Somos um estado que tem um pouco de tudo, seja nas misturas culturais ou nas variações geográficas. Precisamos aprender a inovar naquilo que já somos ótimos e com a produção entranhada em nossa cultura. O movimento que foi feito recentemente para gerar qualificação na produção de cachaça artesanal e no queijo está dando resultados maravilhosos. Quais as próximas áreas produtivas que podemos melhorar?

Gosto de centros tecnológicos que acabam gerando um fluxo de pessoas que pensam da mesma maneira, como, por exemplo, o BHTec. Mas quais os resultados gerados até hoje com essas iniciativas?

Qual a relação dos centros de inovação com as universidades? Obtive a informação de que existem iniciativas em mais de 50 cidades de Minas Gerais voltadas para startups, mas onde elas estão e como se comunicam com seu entorno tecnológico?

Acredito que estamos criando um ambiente propício para a inovação. Tenho a esperança de que o P7 possa assumir a posição de elo entre as iniciativas existentes. Se isso não acontecer, alguém precisa fazer esse trabalho.


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