Facebook nega tendência anti-conservadora e censura

Ex-editor de notícias acusa empresa de excluir da rede social artigos escritos por ou sobre políticos conservadores

AFP

- Foto: KAREN BLEIER/AFP

O Facebook negou na terça-feira as acusações de um ex-editor de notícias de que a empresa excluía da rede social artigos escritos por ou sobre políticos conservadores. "Recebemos esses relatos com extrema seriedade e não encontramos evidências de que as acusações anônimas sejam verdadeiras", escreveu Tom Stocky, vice-presidente de análise do Facebook, que supervisiona a equipe responsável por administrar os Trending Topics.

O website de notícias tecnológicas Gizmodo relatou na segunda-feira que um ex-editor do gigante das redes sociais denunciou que artigos de fontes politicamente conservadoras - principalmente aqueles que tratavam de temas conservadores - eram omitidos deliberadamente da seção "trending news", que destaca as histórias mais populares.

"Cheguei ao meu turno e descobri que a CPAC (Conservative Political Action Conference), ou o (ex-candidato presidencial) Mitt Romney ou o (locutor de rádio) Glenn Beck, ou temas conservadores populares não seriam tendência porque o editor não reconheceu os tópicos ou porque tinha um viés contrário", indicou uma fonte anônima ao Gizmodo.


A acusação provocou um forte debate na mídia americana e na própria rede social, que conta com cerca de 1,6 bilhões de usuários no mundo todo. Mas o Facebook, sediado em Silicon Valley (Califórnia), um ator dominante no mundo das redes sociais, negou ter um viés anti-conservador.


A empresa ressaltou que a popularidade das notícias é determinada por um algoritmo, depois é auditada - nunca manipulada - por membros da equipe de revisão para confirmar que os temas são de fato tendências. "Há diretrizes rigorosas para que a equipe de revisão garanta consistência e neutralidade. Essas diretrizes não permitem a supressão de perspectivas políticas, nem a priorização de um ponto de vista sobre outro", disse Stocky.

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