O relatório foi apresentado em um artigo escrito pelo ex-jornalista do jornal britânico "The Guardian" Glenn Greenwald, junto com o também jornalista Ryan Gallagher, para o site "The Intercept".
O documento está entre aqueles que foram vazados pelo ex-técnico da NSA Edward Snowden.
O artigo informa que os malwares, que passaram a ser usados em 2004, inicialmente eram utilizados apenas em alvos específicos, que não podiam ser acessados pelos métodos tradicionais da agência. A partir de 2010, porém, o governo teria aumentado seu uso "em escala industrial".
Essa foi a primeira contribuição de Greenwald ao "First Look Media", organização financiada pelo empresário Pierre Omidyar (fundador do eBay), da qual o "The Intercept" faz parte.
Greenwald foi uma das primeiras pessoas a publicar os documentos entregues por Snowden e coordena desde o ano passado as liberações dos documentos vazados pelo ex-analista de segurança, que revelaram ao mundo um esquema de espionagem de alcance global implementado pelos Estados Unidos.
O sistema divulgado nesta quarta, chamado de TURBINE, é operado da sede da NSA, em Maryland, e em bases na Inglaterra e no Japão. Além disso, o serviço de inteligência britânica GCHQ teve um papel importante na operação, acrescenta o artigo.
O malware também pode coletar áudio dos microfones dos computadores e tirar fotos com a webcam.
Além disso, bastariam apenas oito segundos para o malware ser instalado.
Questionada pela AFP, a NSA reiterou que as operações da agência são conduzidas "exclusivamente quando existe um motivo de Inteligência para apoiar missões de interesse nacional, e por nenhum outro motivo"..