Com a aproximação do fim do ano e das tradicionais comemorações do Natal, as compras on-line ganham força. O chamado e-commerce, antes cercado por desconfianças, já caiu no gosto do brasileiro. Facilidades de compra sem a necessidade de se locomover ou pegar trânsito no caso das grandes cidades, agilidade na escolha da melhor oferta, várias opções de lojas on-line e de produtos são alguns dos motivos para comprar on-line.
Ligado em moda, o gerente de uma loja de roupas em Belo Horizonte Tiago Carvalho, diz que compra roupas e acessórios sempre no início do mês ou quando é lançada uma coleção ou promoção. Geralmente já conhece as lojas físicas e assim os produtos e modelagens que o atendem. Em lojas no exterior, compra só alguns acessórios, “pois não é qualquer modelagem que cai bem, além de a compra ficar presa alguns dias na alfândega”. Além disso, ele afirma sempre se estressar com o processo de entrega. “Além da demora de 30 a 45 dias, o rastreador não é confiável. Uma vez, até já tinha recebido a encomenda e o rastreador do site dizia que ela estava no Sul do país.”
Tiago deu sorte. Não receber a mercadoria, recebê-la com muito atraso, com defeito ou trocada são alguns dos riscos que correm os compradores no comércio on-line. Há ainda o perigo, principalmente nesta época do ano, em que o número de pedidos aumenta, de maior vulnerabilidade na segurança de dados informados no ato da compra.
É difícil separar o joio do trigo e saber selecionar as boas lojas, reconhece Diego Ivo, diretor da consultoria de SEO Conversation. Mas o consumidor tem algumas armas, como verificar opiniões de outros em sites como o Reclame Aqui e o próprio Google. “Algumas reclamações sempre haverá, mas suspeite de lojas com um alto índice delas e baixo índice de resolução de problemas”, avisa.