(none) || (none)
Publicidade

Estado de Minas

Especialistas e usuários explicam o fascínio pelo iPhone

Os novos iPhones chegam amanhã para mexer mais uma vez com a cabeça (e o bolso) do consumidor.


postado em 21/11/2013 09:10 / atualizado em 22/11/2013 13:26

Laísa Queiroz

(foto: Arte D.A Press)
(foto: Arte D.A Press)
Os iPhones 5s e 5c chegam amanhã às lojas do Brasil. No entanto, os produtos da Apple estão longe de ser campeões de venda – segundo a consultoria International Data Corporation (IDC), no segundo trimestre deste ano, nove em cada 10 smartphones vendidos no Brasil rodavam Android. Ainda assim, por onde passam, os iPhones causam alvoroço. Muita gente já se cadastrou nas operadoras para estar entre os primeiros a comprar, mesmo sem saber ainda o preço exato. Outros tantos ficam apenas na vontade.

Mas qual é o motivo de tanto alarde? Os especialistas concordam que o iPhone é, de fato, superior em diversos aspectos. “O processador é de qualidade, oferece mais segurança, e a Apple está na frente quando se trata de proporcionar uma melhor experiência ao usuário”, opina o diretor de Estratégia e Marketing da MC1, empresa de tecnologia, Júlio Fábio Chagas. Ele lembra que a marca oferece o melhor serviço naquele produto, integrado aos demais dispositivos da marca, como tablet e notebook, por meio do iCloud, sem esquecer, contudo, os defeitos do aparelho. “Alguns deles são memória não expansiva e não possibilitam compartilhar arquivos com celulares inferiores ao modelo 5.”

Entretanto, muita gente tem o smartphone sem conhecer tudo o que ele oferece. “O grande público não usa nem 10% dos recursos”, comenta o diretor da Ledcorp, empresa de operação e gestão, José Lúcio Balbi de Mello. Ele explica que o iPhone é um produto de luxo no mercado tecnológico, que traz exclusividade a quem o tem. A Apple sabe disso e investe nessa ideia, sem ter a pretensão de se tornar um celular popular, mesmo com o 5c, que é mais simples mas não chega a ser barato.

Para quem tem dinheiro e quer mostrar status, mas não é vidrado em tecnologia, comprar aparelhos inferiores aos da Apple é mais difícil, mas acontece em algumas situações. “Se o fabricante se aliar a outras marcas de grife, como de roupas e perfumes, pode tornar o produto ainda mais exclusivo que um iPhone”, acrescenta José Lúcio.

Para o analista do Instituto Gartner, Ken Dulaney, os usuários do Brasil não são muito diferentes dos do resto do mundo quando se trata da compra de celulares e querem um dispositivo de qualidade, como o iPhone. “Se o aparelho se tornar mais difundido, isso vai mudar a forma com que os consumidores se relacionam com a empresa e esta com os clientes”, explica, mas ressalta que os Androids ainda são muito competitivos e vão desafiar a Apple.

José Lúcio faz uma analogia com o mercado de carros. “Qualquer automóvel vai levá-lo ao seu destino, mas você escolhe como quer chegar lá”. Júlio defende que para quem quer tudo o que o iPhone pode oferecer, é mais aconselhável comprar o 5s, não o 5c. Se o problema é financeiro, uma dica: “Essa é uma boa oportunidade para comprar o 4S de 32GB, que ainda é muito bom e deve baixar de preço”.

O estudante de direito Bruno Zuffo, de 24 anos, é uma das pessoas que aguardam ansiosamente o iPhone 5s. Atualmente tem um iPhone 4. “Gosto muito do design do celular, o touchscreen é o melhor que já vi e, em algumas áreas, como na minha, acaba sendo uma questão de status também”, lembra. Sobre o fato de trocar de aparelho conforme novas versões vão surgindo, ele diz que, às vezes, é necessário, devido ao tempo de uso e à evolução. “Os aplicativos vão ficando mais complexos e o próprio celular começa a ficar lento e a travar.”

LÁ FORA

O gerente Bruno Gonzales, de 28, decidiu não esperar pelo lançamento no Brasil e foi até os Estados Unidos comprar o iPhone 5s (por US$ 800, a versão de 32GB). Entre os modelos oferecidos pela Apple, ele já teve o 3G, 3GS, 4 e 5. “Sou um apaixonado pela facilidade e intuitividade do iPhone e, claro, também pelas melhorias e funcionalidades inovadoras”, explica.

Outro motivo que o gerente considera importante na escolha do iPhone é a pouca depreciação. “Sempre que vou comprar um novo, consigo vender meu atual por um valor muito bom”, avisa. Ele diz que se fosse adquirir o aparelho só para ele, consideraria comprar no Brasil, apesar de achar o preço abusivo. Como a esposa também queria um, não valeria a pena. “Para dois aparelhos, a diferença entre o preço de lá e do Brasil já pagaria as passagens.”

Júlio Fábio Chagas lembra que alguns cuidados são necessários na hora de comprar o celular em outro país, como ver se o dispositivo é desbloqueado. “A maior parte não é compatível com o 4G daqui, mas como ainda devemos demorar para ter esse serviço com qualidade, isso talvez não seja um problema”, diz. Sobre comprar no Brasil, as vantagens são poder parcelar e ter a garantia de um aparelho regulamentado pela Anatel.


VIRADA
Em maio deste ano, a venda de smartphones superou, pela primeira vez, a de celulares comuns no Brasil, segundo o IDC. Dos 5,3 milhões de aparelhos vendidos, 53% eram inteligentes – uma mudança que era esperada apenas para 2014.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)