Laísa Queiroz
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Novo iPhone será vendido de madrugada na Savassi. Conheça todas as vantagensVeja alguns concorrentes do iPhoneEntretanto, muita gente tem o smartphone sem conhecer tudo o que ele oferece. “O grande público não usa nem 10% dos recursos”, comenta o diretor da Ledcorp, empresa de operação e gestão, José Lúcio Balbi de Mello. Ele explica que o iPhone é um produto de luxo no mercado tecnológico, que traz exclusividade a quem o tem. A Apple sabe disso e investe nessa ideia, sem ter a pretensão de se tornar um celular popular, mesmo com o 5c, que é mais simples mas não chega a ser barato.
Para quem tem dinheiro e quer mostrar status, mas não é vidrado em tecnologia, comprar aparelhos inferiores aos da Apple é mais difícil, mas acontece em algumas situações. “Se o fabricante se aliar a outras marcas de grife, como de roupas e perfumes, pode tornar o produto ainda mais exclusivo que um iPhone”, acrescenta José Lúcio.
Para o analista do Instituto Gartner, Ken Dulaney, os usuários do Brasil não são muito diferentes dos do resto do mundo quando se trata da compra de celulares e querem um dispositivo de qualidade, como o iPhone. “Se o aparelho se tornar mais difundido, isso vai mudar a forma com que os consumidores se relacionam com a empresa e esta com os clientes”, explica, mas ressalta que os Androids ainda são muito competitivos e vão desafiar a Apple.
José Lúcio faz uma analogia com o mercado de carros. “Qualquer automóvel vai levá-lo ao seu destino, mas você escolhe como quer chegar lá”. Júlio defende que para quem quer tudo o que o iPhone pode oferecer, é mais aconselhável comprar o 5s, não o 5c. Se o problema é financeiro, uma dica: “Essa é uma boa oportunidade para comprar o 4S de 32GB, que ainda é muito bom e deve baixar de preço”.
O estudante de direito Bruno Zuffo, de 24 anos, é uma das pessoas que aguardam ansiosamente o iPhone 5s. Atualmente tem um iPhone 4. “Gosto muito do design do celular, o touchscreen é o melhor que já vi e, em algumas áreas, como na minha, acaba sendo uma questão de status também”, lembra. Sobre o fato de trocar de aparelho conforme novas versões vão surgindo, ele diz que, às vezes, é necessário, devido ao tempo de uso e à evolução. “Os aplicativos vão ficando mais complexos e o próprio celular começa a ficar lento e a travar.”
LÁ FORA
O gerente Bruno Gonzales, de 28, decidiu não esperar pelo lançamento no Brasil e foi até os Estados Unidos comprar o iPhone 5s (por US$ 800, a versão de 32GB). Entre os modelos oferecidos pela Apple, ele já teve o 3G, 3GS, 4 e 5. “Sou um apaixonado pela facilidade e intuitividade do iPhone e, claro, também pelas melhorias e funcionalidades inovadoras”, explica.
Outro motivo que o gerente considera importante na escolha do iPhone é a pouca depreciação. “Sempre que vou comprar um novo, consigo vender meu atual por um valor muito bom”, avisa. Ele diz que se fosse adquirir o aparelho só para ele, consideraria comprar no Brasil, apesar de achar o preço abusivo. Como a esposa também queria um, não valeria a pena. “Para dois aparelhos, a diferença entre o preço de lá e do Brasil já pagaria as passagens.”
Júlio Fábio Chagas lembra que alguns cuidados são necessários na hora de comprar o celular em outro país, como ver se o dispositivo é desbloqueado. “A maior parte não é compatível com o 4G daqui, mas como ainda devemos demorar para ter esse serviço com qualidade, isso talvez não seja um problema”, diz. Sobre comprar no Brasil, as vantagens são poder parcelar e ter a garantia de um aparelho regulamentado pela Anatel.
VIRADA
Em maio deste ano, a venda de smartphones superou, pela primeira vez, a de celulares comuns no Brasil, segundo o IDC. Dos 5,3 milhões de aparelhos vendidos, 53% eram inteligentes – uma mudança que era esperada apenas para 2014.