Estima-se que a “Terra gêmea” seja constantemente coberta em lava derretida, cuja atmosfera – se é que existiu – já evaporou há muito tempo. Embora as chances de vida nesse planeta sejam nulas, a descoberta alimenta a busca por ambientes habitáveis em outras partes do Universo. “Esse planeta não é de forma nenhuma habitável como a Terra, mas parece que a natureza é capaz de fazer outros planetas que têm as mesmas capacidades como as nossas”, anima-se Andrew Howard, pesquisador da Universidade do Havaí em Manoa e principal autor de uma dos estudos publicados na Nature.
Leia Mais
'Exoplanetas' ultrapassam a marca de 1 milAsteroide rico em água sugere existência de exoplanetas habitáveisTelescópio Hubble identifica exoplaneta azul como a TerraAstrônomos desenvolvem técnica capaz de detectar moléculas em exoplanetasÍndia lança sua primeira missão para MarteOutro trabalho semelhante foi feito por um consórcio internacional que utilizou o novo buscador de planetas de alta precisão HARPS-N, do Telescópio Nacional Galileo, no Observatório Roque de los Muchachos, na Espanha. Os resultados obtidos com a técnica foram bastante similares: enquanto os norte-americanos chegaram à conclusão de que o Kepler-78b tem massa equivalente a 1,69 Terra, o grupo europeu chegou ao número de 1,86.
Ainda há, contudo, mistérios a serem desvendados. “Esse planeta não deveria existir. Não sabemos como ele se formou tão próximo a uma estrela, ou como um planeta do tamanho da Terra poderia ter se formado e ter sido movido para perto de uma estrela”, questiona Andrew Howard. “Se o rolar dos dados tivesse sido diferente e esse planeta não estivesse tão próximo a sua estrela, ele poderia ter tido um destino muito diferente, talvez mais similar ao da Terra.”