“Odeio meu trabalho” é a frase mais popular entre os achados do site. Todos as postagens são públicas no Twitter. O conteúdo é dividido em “maus empregados”, “chefes intragáveis”, “o chefe que se...” e “assassinos em potencial”. Há ainda um ranking com os usuários que mais reclamam do seu trabalho. Algumas pessoas já descobriram a ferramenta e estão postando mensagens só para aparecer na lista. Decisão inteligente, não?
O sistema só prova que muitas pessoas ainda não se deram conta de que as empresas podem estar de olho no que os funcionários e candidatos estão compartilhando na rede. A Sapiens Solutions, empresa de tecnologia da informação, está em pleno processo seletivo. Guilherme Reis, de 29 anos, diretor da Sapiens, conta que, dependendo da vaga, exige até o perfil do Facebook do candidato. “Cada cargo tem uma avaliação. Se for para programador, uma função que exige concentração, e a pessoa faz 15 postagens por dia, sei que é disperso. Se ele fica o dia todo naquilo, o trabalho não vai fluir. Mas se for para publicidade ou designer e o candidato tem posts a cada três dias, aí já é negativo”, esclarece.
Reis conta que já contratou um funcionário que conheceu por meio do Facebook porque viu que ele postava no perfil pessoal conteúdo ligado ao trabalho de analista de servidor, como congressos e cursos. Perfil fechado no Face, para ele, pode até virar critério de desempate. No entanto, o site que ele mais observa é o LinkedIn, e reclama que as pessoas não atualizam seus perfis. “Eu não olho as redes sociais dos funcionários, mas depois da contratação você acaba adicionando o empregado como contato. Já tive que repreender uma profissional por postar conteúdo da empresa na internet”, lembra.