"Como a nossa população é miscigenada, não era possível usar todas as regiões que um grupo da Alemanha já tinha . Então foi necessário selecionar algumas regiões que tornassem mais fácil a identificação dos brasileiros", explica a pesquisadora Regina Maria Barretto Cicarelli, uma das responsáveis pelo estudo.
A pesquisa desenvolveu um kit com um tubo para a análise de 42 marcadores, com o qual é possível fazer o teste utilizando apenas 10 picogramas (trilionésimos de grama) de DNA. Podem ser utilizadas amostras degradadas ou com pequena quantidade de material genético, como fragmentos de cabelo sem raiz ou amostras parcialmente carbonizadas.
As técnicas convencionais utilizam dois ou três tubos e precisam de 100 vezes mais DNA para fazer a análise. "As metodologias são bastante similares, mas número de tubos a serem manipulados", explica a pesquisadora.
O desempenho do kit foi validado em 160 amostras de sangue da população brasileira. Agora, os pesquisadores aguardam o registro de patente que foi depositado pela Agência Unesp de Inovação (Auin). Com a fabricação do kit em larga escala, a partir do interesse de algum fabricante, a descoberta irá ajudar não só no reconhecimento de vítimas, mas também em investigações criminais e processos judiciais.