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Estado de Minas

Operadoras lançam serviços de pagamento por celular e promovem corrida por clientes

Entretanto, ainda há parcerias exclusivas com instituições financeiras, o que contraria exigências da medida provisória que regulamenta o sistema


postado em 30/05/2013 09:30 / atualizado em 30/05/2013 20:53

Luiz Filipe Menezes Vieira esclarece que para utilizar a tecnologia bastam dois dispositivos com a etiqueta NFC (foto: JAIR AMARAL/EM/D.A PRESS )
Luiz Filipe Menezes Vieira esclarece que para utilizar a tecnologia bastam dois dispositivos com a etiqueta NFC (foto: JAIR AMARAL/EM/D.A PRESS )
Imagine que você está agarrado no trânsito caótico da Avenida Cristiano Machado, em Belo Horizonte, e lembra que tem de pagar uma conta. Ou mesmo sua filha, que mora em outra cidade, precisa de uma grana para comprar um gás de última hora. Pois é, o sistema de pagamento por celular pode ajudar nessas situações. As companhias telefônicas brasileiras já estão atentas à Medida Provisória 615 e algumas, como a Oi, a Vivo e a Claro, já lançaram (ou vão lançar, em breve) seus m-payment.

A Tim começa nesta semana o piloto de pagamento de contas com celulares NFC em parceria com o Bradesco, a Motorola e a LG. As fabricantes cederam modelos de smartphones para um grupo testar a tecnologia em estabelecimentos do Rio de Janeiro e São Paulo. A expectativa da Tim é lançar comercialmente a solução no fim de 2013. Ela já adquiriu a plataforma TSM, que permite a instalação remota e segura de serviços NFC em dispositivos móveis.

Pioneira na área, a Oi lançou no dia 13 o Oi Carteira, cartão pré-pago que permite compras e transferência de dinheiro por meio do celular. A companhia colocou os pés no novo terreno ainda em 2007, quando lançou o Oi Paggo, cartão de crédito no celular. Pouco depois, em uma parceria com o Banco do Brasil (BB) e a Cielo, continuou na linha de promoção móvel. Com o Oi Carteira, a grande novidade é poder transferir dinheiro para outro usuário da plataforma. Os clientes também podem fazer compras em estabelecimentos credenciados, fazer recargas de créditos e transferência de dinheiro para outros usuários do serviço, além de saques em terminais do BB.

Noela Gigliotti, gerente de produtos de bancarização da Oi, acredita que o momento é oportuno para o lançamento do serviço. “As pessoas começam a entender o processo. É um círculo virtuoso. A regulamentação vai dar mais segurança”, ressalta. Gigliotti conta que o sistema foi projetado pensando no público-alvo – pessoas de comunidades rurais, com baixo nível de instrução. As informações são bem didáticas. “Sabemos, por pesquisas, que o brasileiro está acostumado a usar o celular e especialmente o SMS. Por mensagem, ele receberá avisos perguntando o que quer fazer, pedido de senha e confirmação”, explica.

A gerente conta que a empresa já faz testes com a tecnologia NFC, mas ainda é algo para o longo prazo. Ela acredita que a tecnologia demore a emplacar. “A penetração de aparelhos com NFC não é alta e não há banco emitindo novos cartões adaptados. Os celulares são caros e poucos. É preciso ainda fazer a mudança do chip”, ressalva.

SIMPLES E PRÁTICO

Já a Vivo lançou dia 14 o Zuum, projeto da Mobile Financial Service (MFS), formado pela Telefonica International e pela MasterCard. A novidade é uma conta-corrente pré-paga do celular, direcionada a pessoas que não têm conta em bancos. A aplicação será oferecida na capital mineira e em cinco cidades de São Paulo (Osasco, Sorocaba, Mogi das Cruzes, Jundiaí e Guarulhos). “O único objeto que o brasileiro não esquece é o celular. É muito cômodo fazer transações bancárias pelo aparelho. A partir de setembro, o usuário já vai poder pagar água e luz pelo celular”, conta Marcos Etchegoyen, diretor-presidente da MFS.

Com o Zuum, o usuário vai acessar a conta diretamente do celular. A adesão ao sistema é gratuita e feita no aparelho. Pelo telefone, podem ser feitas transferências de dinheiro, recargas de crédito da operadora Vivo para o próprio celular ou de terceiros, consultas de saldo e, em breve, pagamento de contas. A empresa não tem nenhum projeto com NFC. “É preciso não agregar nenhum custo para o público foco, que tem celulares básicos e os chamados smartphones light”, conta.

Etchegoyen explica que não se trata de um sistema de crédito. O usuário só gasta o que tem. Segundo ele, há, claro, as taxas pelas transações efetuadas, mas tudo é revertido em bônus de crédito para falar ao celular. O envio de dinheiro sai por R$ 0,99, o pagamento de uma conta é R$ 2,90 e o saque, o mais caro, R$ 6,90. “Em BH, teremos a alternativa de fazer saque em alguns varejistas e vamos conseguir reduzir esse custo”, argumenta.

Ele explica que o grande desafio no momento é criar uma massa crítica de clientes e que ela própria vai criar a necessidade da interoperabilidade do m-payment. “No início, o SMS só era trocado por celulares das mesmas operadoras. Os clientes passaram a questionar isso e o mercado abriu, gerando um boom de mensagens”, exemplifica. Outro desafio, segundo ele, é educar o consumidor e mostrar que o produto é simples e seguro. Depois, garantir uma rede de depósito.

A Claro disponibiliza aos seus clientes o Bradesco Celular via SMS, que permite consultar saldo, últimos lançamentos da conta-corrente e efetuar recargas pelo celular. Além disso, a operadora tem parceria com o banco para o desenvolvimento de um cartão pré-pago vinculado a uma linha de celular, assim como também já estão em fase de testes os pagamentos via NFC. As iniciativas estarão disponíveis aos clientes até o terceiro trimestre de 2013.


VANTAGENS DO MOBILE PAYMENT
» Mensagens não ficam armazenadas no celular
» É preciso senha para cada ação
» Sistema informa custo antes de efetuar transação
» Evita fraudes bancárias que atingem o mercado e-commerce (cópia do número dos cartões)
» Menores taxas se comparadas às dos bancos
» Grande penetração em diferentes regiões do Brasil


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