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Barcelona – Um pequeno celular da fabricante chinesa ZTE, o Open, roubava a atenção dos foblets, dos tablets e dos smartphones. Não por conta das especificações, mas pela novidade do sistema operacional que fazia a máquina funcionar: o Firefox OS, que passou por sua primeira grande exibição durante o Mobile World Congress. Quatro fabricantes (LG, Sony, ZTE e Alcatel-Lucent) anunciaram que farão dispositivos equipados com essa nova plataforma.
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"O Firefox OS traz a liberdade e a inovação sem limites da internet aberta para os usuários de telefones móveis no mundo. Com o apoio da nossa comunidade e dos parceiros, nosso objetivo é aumentar a área de atuação e oferecer uma explosão de conteúdo e serviços que vão ao encontro da diversidade exigida pelas pessoas que estão on-line", disse Gary Kovacs, CEO do Mozilla.
A interface também ajuda a consolidar essa ideia. No menu de apps, há uma barra de busca que interliga informações com aplicativos em HTML5. Digitar o nome de uma banda, por exemplo, leva a perfis em redes sociais, aos sites oficiais e até mesmo aos links com músicas ou vídeos para serem ouvidos no SoundCloud ou vistos no YouTube. Há também uma loja de aplicativos, mas, segundo a Mozilla, responsável pelo sistema, é apenas para não confundir os usuários acostumados com esse modelo de download.
Os dois aparelhos com o sistema disponíveis na feira também reforçam a ideia de que o Firefox OS é feito para smartphones baratos. O ZTE Open e o Alcatel One Fire compartilham diversas especificações: tela de 3,5 polegadas, câmera de 3.2 megapixels e processador Qualcomm com frequência entre 600MHz e 800MHz.
Alternativas
Outro sistema operacional que deu as caras no MWC foi o Sailfish OS, da startup finlandesa Jolla. O software é conhecido como sucessor do MeeGo, que era baseado em Linux, nasceu dentro da Nokia e acabou abandonado em detrimento da parceria com a Microsoft (Windows Phone). No evento, a empresa mostrou uma versão de testes do sistema rodando em um Nokia N9, e apontou que, até o fim do ano, vai lançar um aparelho com o sistema, embora não tenha mencionado se o licenciamento será feito por meio de código aberto.
Sem utilizar botões, o sistema operacional tem uma interface fluida e intuitiva. Com duas passadas de dedo para baixo, o aparelho sai da tela de bloqueio para a área de trabalho e, em seguida, para a lista de aplicativos. Os programas mostram informações na interface principal, mesmo quando minimizados, e um movimento com o dedo para a direita abre uma central de notificações. O celular também permite que dois apps rodem ao mesmo tempo em tela dividida – uma função reservada a apenas alguns aparelhos bem mais potentes mostrados, como o Galaxy Note 8.
*O jornalista viajou a convite da Samsung