Shirley Pacelli
– Não quero nem saber, não me conte. Lalalalalala...
Quase desesperado, Filipe Paulo Rhodes, sócio na empresa Lalubema, que desenvolve aplicativos e soluções mobile, se vê seguido – até na hora do almoço – por mentes brilhantes com ideias inovadoras. Isso começou a ser mais comum no ano passado, quando houve um crescimento estrondoso dos aplicativos e empreendedores de toda parte que vislumbram uma maneira de ganhar dinheiro fácil, a exemplo dos criadores do Angry Birds ou do Instagram.
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BH tem mercado desenvolvedor promissor na área de aplicativos móveisRedes de relacionamento deixam de ser vilãs para virar ferramenta de apoio ao estudanteA equipe da Lalubema é grande, tem 15 pessoas. Além dos desenvolvedores, há ilustradores e revisores. Dos nove aplicativos que tem no mercado, os que fizeram mais sucesso foram os das áreas de educação e religião, que totalizaram cerca de 50 mil downloads. Um dos desafios para obter sucesso no mercado, para Filipe, é atender as exigências dos consumidores. “Para o cliente baixar um aplicativo, não gostar e deletar é muito fácil e rápido”, afirma.
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Para discutir as perspectivas desse nicho, surgiu, em 2010, o Google Developer Group Belo Horizonte (GDGBH). São cerca de 500 inscritos, mas há, em média, 80 participantes ativos. Renato Mangini, que atualmente trabalha na Google, foi o criador da comunidade. Com a saída dele, o holandês Jacob van den Berg e Leonardo de Barros assumiram a liderança do grupo. Jacob trabalha como analista de sistemas desde 1997 e chegou ao Brasil em 2008. Segundo ele, infelizmente, os brasileiros estão atrasados quando o assunto é solução mobile. Falta mão de obra qualificada e até disponibilidade dos profissionais para dedicar-se à troca de informações em comunidades. Otimista, Berg acredita que daqui a cinco, seis anos o mercado de desktops será totalmente afetado pelo sucesso dos dispositivos móveis. “Não se vende só um aplicativo, mas um serviço que facilita a vida das pessoas”, diz. Apesar disso, ele reconhece que é preciso fazer um planejamento amplo para lucrar com a aplicação.
Já dizia a sabedoria popular que se conselho fosse bom, ninguém dava; vendia. Mas vá lá, é sempre bom pegar umas dicas com pessoas experientes no ramo quando se adentra um novo território. Assim, o Informátic@ conversou com outros desenvolvedores mobile de Belo Horizonte e conta os desafios e as vantagens desse mercado. Descubra ainda como serviços web nas redes sociais podem ser bons aliados da educação.