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Estado de Minas

Debates sobre empreendedorismo na rede no Pitch Digital apresentam soluções para novas empresas


postado em 28/06/2012 13:33 / atualizado em 28/06/2012 18:32

Encontro contou com a presença de 200 pessoas e ideias fadadas ao êxito(foto: Fotos: Shirley Pacelli/EM/D.A.Press)
Encontro contou com a presença de 200 pessoas e ideias fadadas ao êxito (foto: Fotos: Shirley Pacelli/EM/D.A.Press)
Market place. O jargão, que significa lugar de vendas, foi o mais usado durante a 3ª edição do Pitch Digital, evento realizado sábado, em Inhotim (Brumadinho). Das 12 propostas das startups que participaram da competição, metade delas baseou-se nesse modelo de negócios, que visa atingir um nicho específico do mercado on-line. Cerca de 200 pessoas participaram do encontro. Segundo a banca avaliadora, o primeiro lugar ficou com a startup Heap-up, serviço on-line de coleta de dados de pesquisas que premia os participantes. Em seguida, ficaram a You.cast, plataforma de vídeos colaborativa, e a Jobconvo, recrutamento de candidatos por vídeo.

A plateia apontou o projeto Beaved, de Matt Montenegro, de 26 anos, como o mais promissor. Da solução para problemas na “maldição” da conta conjunta do recém-casado até a vontade de aprender a dropar em cima de uma prancha, Matt exemplificou como as pessoas, com diferentes talentos, podem ensinar umas às outras. “Cada um de nós busca novas experiências e também tem algo de valor para repassar”, explica. O Beaved (www.beved.com.br), site que será lançado nessa semana, se descreve como uma comunidade livre para aprender e ensinar qualquer coisa a qualquer um. Ele promove uma interação off-line por meio de um organizador on-line. Conecta, por exemplo, quem quer aprender a fotografar ao fotógrafo profissional.

A expectativa é atingir a marca de 100 mil usuários, caso consiga o investimento de US$ 300 mil para a startup. “O maior desafio no Brasil é a burocracia que o governo impõe e a desconfiança vinda do tradicionalismo”, ressalta Matt. Para ele, outra barreira é encontrar pessoas verdadeiramente engajadas na execução das ideias e não somente na busca por dinheiro.

Teste e falhe rápido “A relação entre o empreendedor e o investidor é como um casamento. O Pitch seria uma festinha do primeiro encontro entre eles”, brinca Tomás Duarte, executivo do Grupo Login, vice-presidente da Associação Brasileira de Startups (ABS) e responsável pelo evento. Segundo ele, enquanto São Paulo tem um evento desses moldes por semana, Belo Horizonte realiza cinco por ano. Mesmo assim, a capital mineira desponta no cenário internacional, tendo startups mineiras, como a SambaTech, apontadas como referência de sucesso.

Como dica para trilhar esse caminho da empresa bem- sucedida, Yuri Gitahy, fundador da empresa Aceleradora, explica que, ao contrário do senso comum, é preciso compartilhar suas ideias. “Principalmente para pessoas que você vai atender com o projeto. É uma forma de simplificar sua pesquisa de mercado”, acrescenta. Segundo ele, normalmente, as pessoas mudam o foco inicial logo depois de fazer isso. O próximo passo é organizar um time de profissionais dispostos a trabalhar na equipe e motivados unicamente pela visão que o idealizador tem.

Para Yuri Gitahy, é difícil definir o potencial de uma ideia, do que é inovação. Ele aconselha ao empreendedor aplicar um projeto similar e menor no mercado e, se ele começar a dar resultados positivos, o indicativo é que a proposta pode dar certo. “Tem que ter sinais empíricos: fazer, testar e ver se funcionou. Se não deu certo, é porque muitas vezes alguém está errando, sua ideia é ruim, você está à frente do seu tempo, demorou demais para chegar ou está com o cliente errado”, elucida.

Alan Meira, da Engarte (engarte.com), é um dos empreendedores que segue a linha aconselhada por Yuri. Sua startup é um modelo de crowdsourcing (produção coletiva) na área de engenharia. Ele conta que resolveu participar do evento para validar a proposta. “Aqui é possível ter um feedback mais rápido”, justifica. Entre as dicas mais importantes dos palestrantes, ele destaca a lógica do “Falhe. E falhe rápido”, ressaltando que a startup não pode nascer já com uma proposta pequena.

Siga o mestre Além dos pitches (apresentadores de cases ou ideias), importantes nomes da área de empreendedorismo digital fizeram pequenas palestras, como Gustavo Caetano, fundador da SambaTech e presidente da ABS; Rodrigo Vale, do Google Brasil; e Cássio Spina, da Anjos do Brasil.

O administrador Saulo Cardoso, de 28, da JN2 (startup e-commerce), fez parte do público do Picth Digital. O interesse dele era pegar dicas para apresentar a investidores em oportunidades futuras. “Esses 10 minutos podem ser os que decidem tudo ou você vira paisagem. E pior: passa vergonha. É importante estar preparado”, assegura. Ele explica que vendo a palestra de Rodrigo Vale percebeu que há ferramentas de gerenciamento que estão subutilizadas. “O Analytics era apenas uma das 20 ferramentas que ele listou”, exemplifica.

Além de enumerar os recursos da empresa para a criação de projetos, Rodrigo Vale discutiu o conceito de inovação. Para ele, ideias absurdas podem concretizar projetos inovadores, que não existem no mercado. “Uma ideia louca é muito mais voltada para um grande desafio. Ninguém nunca imaginou que existiria um carro que dirigisse sozinho”, provocou ele, lembrando projeto do Google apresentado em março.

 

Pitches 2012
Achar é Fácil (acharefacil.com.br)
BRPrice (www.brprice.com.br)
Cucco (www.cucco.com.br)
 Heap Up (www.heapup.com.br)
JobConvo (jobconvo.com)
Meliuz (www.meliuz.com.br)
Tableshare (tableshare.me)
Youca.st (http://youca.st)
Ecotkt e Banco de Artes (www.bancodearte.net). 

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