De acordo com os artigos publicados na Science, a evolução do Vesta 4 ocorreu em um ambiente caracterizado por intensas colisões com outros asteroides, e uma das consequências foi a formação de milhares de fragmentos que chegaram, inclusive, à Terra. Os choques também provocaram crateras enormes nos dois hemisférios, sendo a mais impressionante uma estrutura chamada Rheasilvia, que se estende por um raio de 505 quilômetros. Com modelos matemáticos, os cientistas estimam que ela tenha sido formada recentemente, há cerca de 1 bilhão de anos, o que, em termos de Cosmos, é muito pouco – o Universo tem, aproximadamente, 14 bilhões de anos. Antes de isso ocorrer, os cientistas acreditam que o Vesta 4 poderia ser muito maior do que é hoje.
“Os resultados que obtivemos terão importantes implicações para nossa compreensão da evolução desse protoplaneta e do cinturão de asteroides como um todo. Nós apenas começamos a explorar os segredos do Vesta 4 e estou certo de que resultados bastante intrigantes vão aparecer daqui a pouco tempo”, disse, em nota da Nasa, Simoni Marchi, um dos autores dos artigos.
Ainda de acordo com ele, a sonda Dawn revelou que o núcleo do Vesta 4 é rico em ferro, o que teria fornecido a robustez necessária para que, mesmo não evoluindo a ponto de se transformar em um planeta, o corpo celeste tenha conseguido manter parte de sua estrutura massiva.