Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram sequências do HIV e genes ligados à regulação das células NK em amostras de 91 indivíduos infectados. Usando ferramentas projetadas para identificar mutações de resistência aos medicamentos, por meio da detecção de alteraçõesnogenomaviral encontrado na presença de drogas, os pesquisadores
descobriram que o HIV vinha sofrendo mutações como uma forma de tentar se adaptar à presença da célula exterminadora
natural.
A esperança dos especialistas é de, nos próximos anos, desenvolver uma terapia baseada nas NKs. “Para isso, precisamos
entender melhor os mecanismos moleculares que permitem às células NK reconhecer células infectadas pelo HIV e aprender a manipular essas defensoras em seres humanos para a terapia ou mesmo para prevenção”, avalia Altfeld. “Recentes estudos em animais sugeriram que as células NK podem desenvolver uma espécie de memória imunológica. Se essa capacidade for encontrada em células humanas, essa será uma possibilidade promissora a ser explorada”, completa o pesquisador norte-americano.