Nokia perde
Segundo o Business Insider, a companhia superou a maior potência do mundo porque, ao contrário do governo norte-americano, arrecada muito mais do que gasta. Nos últimos três meses terminados em junho, a Apple anunciou ter alcançado vendas de US$ 28,57 bilhões e rendimentos de US$ 7,31 bilhões. Foi com esse desempenho que, ao lado da
Samsung Electronics, a empresa criada por Steve Jobs pôs fim aos 15 anos de liderança da Nokia nas vendas de smartphones no segundo trimestre.
A Nokia dominava o mercado de celulares inteligentes desde que lançou o modelo Communicator, em 1996, mas a concorrência das duas rivais e uma queda nas vendas derrubaram a empresa do primeiro para o terceiro lugar no trimestre passado. Nesta semana, estimativas de analistas mostravam que a Samsung teria vendido 19 milhões de smartphones no período, bem acima das 16,7 milhões de unidades comercializadas pela Nokia.
O grupo sul-coreano se beneficiou da forte demanda por aparelhos equipados com o Android, do Google. “A linha Galaxy, da Samsung, mostrou-se popular, especialmente o modelo S2 Android, um dos mais caros,” disse Neil
Mawston, analista da Strategy Analytics. A consultoria estima que o mercado de celulares inteligentes, em termos de volume, tenha crescido 76% no trimestre em relação ao mesmo período em 2010. A ABI Research foi um pouco mais cautelosa em sua projeção, calculando alta de 62% para o segmento.
No segundo trimestre, o crescimento do mercado global de celulares desacelerou, acompanhando as vendas de modelos básicos, que caíram pela primeira vez em sete trimestres devido à contenção de gastos dos consumidores, informou o grupo de pesquisa IDC. Embora vendas de smartphones tenham crescido 11,3% ao ano, somando 365,4 milhões de aparelhos, o resultado representa redução ante o avanço de 16,8% no primeiro trimestre.
Fraqueza
A aposta no mercado de celulares inteligentes será a saída da Samsung Electronics para reforçar o lucro do grupo, depois que sua unidade de televisores sofreu o segundo trimestre de prejuízos. Além disso, as operações com chips enfrentam dificuldades. O conglomerado sul-coreano tornou-se o mais recente grupo mundial a alertar para a fraqueza da demanda nos Estados Unidos, fenômeno que vem atrapalhando suas vendas no país.
ALIBABA PODE AJUDAR YAHOO
O grupo chinês de internet Alibaba planeja obter até US$ 6 bilhões com a cisão de sua divisão de pagamentos on-line Alipay, em um acordo entre a companhia e seus sócios Softbank e Yahoo há muito esperado pelo mercado. Com o anúncio, as ações do Yahoo, dono de 43% do Alibaba, chegaram a disparar ontem, mas recuaram à medida que aumentou a incerteza dos investidores sobre a capacidade de a companhia controlar e colher benefícios financeiros. O acordo traz algum alívio para os acionistas, mas não resolve como a empresa norte-americana poderá capitalizar seus ativos asiáticos, considerados por Wall Street os mais valiosos. “Não se sabe como o Yahoo vai tirar proveito e transformar isso em lucro nos seus resultados”, avaliou o analista Colin Gillis, da Corretora BCG Financial.