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Estado de Minas

Propaganda na era digital

Agência de publicidade agrega tecnologias às boas ideias com resultados bem criativos


postado em 28/04/2011 12:15

Clipe interativo baseado em realidade aumentada brinca com sucesso da banda Metallica na criação da agência 3Bits, de Ricardo Wagner de Farias (foto) e Herbert Rafael(foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)
Clipe interativo baseado em realidade aumentada brinca com sucesso da banda Metallica na criação da agência 3Bits, de Ricardo Wagner de Farias (foto) e Herbert Rafael (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)
Usar a indispensável criatividade dos profissionais de publicidade aliada às inúmeras tecnologias existentes define diferenciais e indica os tipos de agências que podem se destacar no mercado. Belo Horizonte dá seus primeiros passos por intermédio da 3bits Estúdio Criativo (www.3bits.net), que trabalha com soluções que usam por base a internet e outras tecnologias digitais. “Somos uma empresa de comunicação digital e design interativo que cria projetos inovadores. Contamos com recursos próprios para dar forma a projetos bem especiais, inclusive com um laboratório de pesquisas tecnológicas”, informa o analista de sistemas Ricardo Wagner de Farias, sócio-diretor da 3bits.

Nos projetos da empresa é possível ver o uso de uma série de tecnologias. Ricardo ressalta, entretanto, que o mais importante é a ideia. “Depois de pensarmos muito decidimos que tipo de tecnologia pode tornar a ideia viável sem nos prendermos a soluções prontas”, afirma. Segundo ele, muitas agências de comunicação ainda subestimam o potencial dos meios digitais. Por isso, só depois de criar com o publicitário e sócio Herbert Rafael uma empresa própria é que foi possível inverter processos engessados das agências de publicidade e mudar paradigmas de trabalho.

As soluções são desenvolvidas no 3bits Lab, que mais parece a oficina do Professor Pardal. No laboratório é possível ver dezenas de celulares e pequenos equipamentos desmontados, dos quais peças foram retiradas para dar forma a alguma ideia de comunicação. Foi lá que nasceu, por exemplo, uma mesa multitoque interativa (como um grande iPad), na qual várias pessoas podem interagir simultaneamente com o conteúdo.

“Criamos o hardware e desenvolvemos softwares sob demanda, com interface que atenda interesses específicos. A mesa é, no fundo, um computador, que tem embutido um projetor, lasers infravermelho e uma câmera (usada no PlayStation) com filtro próprio para pegar a frequência do infravermelho. Na nossa mesa, usamos um software que busca no Twitter e no Google Analitycs dados pontuais que usamos nas reuniões com clientes. Com adaptações, ela atende o interesse de cada um. O hardware é um só, o que muda é o programa”, revela.

Imaginação

sem limites Ricardo Wagner conta que alguns projetos da agência têm aplicação direta em campanhas ou estratégias empresariais. Outros podem até não ter uso imediato, mas servem para mostrar como é possível viabilizar ideias usando tecnologia. “Fizemos recentemente em nosso laboratório um aviãozinho que voa e é manobrado remotamente por um iPad ou iPhone. Qual a utilidade disso na propaganda? A princípio nenhuma, mas o cliente consegue ver aí que não existe limite para as ideias.”

O Sync/Lost, instalação multiusuário sobre a história da música eletrônica, rendeu frutos. A partir de uma linha do tempo, é possível entender como ritmos e sub-ritmos foram se fundindo para gerar novos sons. Os usuários visualizam as conexões dos principais estilos da música eletrônica por meio de feedbacks visuais e sonoros. Para criá-la com mobilidade e tornar simples a navegação, foram usados um Wiimote – controle do videogame Wii – e fones de ouvido. A tecnologia adotada baseou-se no software gratuito Processing (www.processing.org).

Um vídeo do projeto foi postado em mais de 40 sites nacionais e internacionais e o assunto abordado por revistas especializadas, como a Computer Arts Brasil e a Contagious Magazine, de Londres. O site teve mais de 32 mil visualizações nos Estados Unidos, Canadá, Portugal, França, Espanha, Itália, Rússia, Austrália e China.

Devido a toda essa visibilidade, a fabricante de bebidas Smirnoff o instalou, no ano passado, numa sala exclusiva do evento Smirnoff Nightlife Exchange, projeto que abrange diversos países. Para ver o vídeo da exposição, acesse www.3bits.net/synclost/port.

Estado de Minas 80 anos
A agência foi convidada para conceber instalações interativas para a exposição de 80 anos do jornal, ocorrida em 2008, no Museu Inimá de Paula. O público podia interagir e montar seu próprio jornal, levando para casa um exemplar com sua foto na página principal. Os visitantes, por meio de toques em telas especialmente criadas, puderam pesquisar, entre outras curiosidades, assuntos que foram manchete ao longo da história do jornal. Informações sobre as principais interfaces usadas podem ser vistas em www.3bits.net/projeto/estado-de-minas.

Já o clipe interativo Metallica é um dos projetos criados só para mostrar potencial. O clipe interativo recorre à tecnologia de realidade aumentada para homenagear o grupo. Como este ano o Black Album, do Metallica, um dos mais importantes discos da história do heavy metal, completa 20 anos e a banda vem ao Brasil, a agência escolheu a música Enter sandman para fazer a interação.

Foram criados quatro símbolos que representam cada um dos integrantes e instrumentos do grupo. Com os símbolos na mão de frente para a webcam do computador, é possível ver na tela os quatro integrantes do grupo e ouvir a música com todos os instrumentos. À medida que se retira um dos símbolos, automaticamente desaparece a imagem e o som do instrumento (ou voz) correspondentes. O clipe interativo mostra como a realidade aumentada pode ser usada na publicidade e pode ser visto em www.armetallica.com/port.

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