Jornal Estado de Minas

JOGO DE IDA

Atlético entra em campo sedento por mais um bi

Campeão Brasileiro com folga há 10 dias, o Atlético vai sedento em busca de um novo bicampeonato, desta vez da Copa do Brasil. Hoje, às 17h30, no Mineirão, faz o jogo de ida contra o Athletico-PR para dar passo rumo ao bi da competição, repetindo o que foi feito no Nacional depois de quase 50 anos. O Galo venceu o mata-mata em 2014, quando bateu o rival Cruzeiro na final, com vitória na ida, no Independência, por 2 a 0, e na volta, no Gigante da Pampulha, por 1 a 0.





Conseguir bom resultado na primeira partida quando se é mandante tem se mostrado fundamental para conquista da Copa do Brasil. No ano passado, por exemplo, o Grêmio caiu em casa para o Palmeiras e acabou derrotado no segundo. Em 2019, o próprio Furacão bateu o Internacional, em Curitiba, e voltou a vencer em Porto Alegre. A Raposa fez exatamente o mesmo em relação ao Corinthians, em 2018.
 
A última vez que um time venceu a ida e não foi campeão foi em 2015. Na oportunidade, o Santos fez 1 a 0 no Palmeiras, na Vila Belmiro, mas sofreu 2 a 1 no Allianz Parque, sendo derrotado por 4 a 3 na disputa de pênaltis.

Justamente pela importância dessa decisão, e por estar com a fatura liquidada, o técnico Cuca escalou um time quase todo reserva na despedida do Campeonato Brasileiro, contra o Grêmio, quinta-feira, em Porto Alegre. A derrota por 4 a 3 em nada abalou o moral do time alvinegro, cujos principais atletas ganharam uma semana para descansar e se preparar para esta primeira batalha.





Descansar realmente merece atenção, pois o jogo de hoje será o 74º do Atlético na temporada. Entre os jogadores de linha, quem mais jogou foi o atacante Hulk, com nada menos que 66 partidas, mesmo aos 35 anos. Em segundo vem o volante Allan, com 59, seguido pelo armador Zaracho (56) e pelo também volante Tchê Tchê (55). Já o armador Nacho Fernández entrou em campo 50 vezes e o atacante Eduardo Sasha 49, assim como o zagueiro Junior Alonso.

A maratona de jogos cobrou o preço neste final de temporada. O zagueiro Réver, que atuou 34 vezes, não está 100% fisicamente e ficou fora do jogo de quinta-feira, assim como Igor Rabello, preservado para o caso de o experiente defensor não poder jogar. Outro reserva, Nathan, sentiu incômodo na coxa esquerda e também ficou em Belo Horizonte no meio da semana. Já Eduardo Sasha voltou da capital gaúcha com desconforto muscular e é dúvida.

O treinador já não poderá contar com o zagueiro Nathan Silva nos dois jogos. Por ter defendido o Atlético-GO, ele está impedido de atuar por outro clube, segundo regulamento da competição.





Casa cheia 


A expectativa é de Mineirão lotado hoje novamente, mas sem quebrar o recorde estabelecido no domingo passado, na vitória por 4 a 3 sobre o Bragantino, quando 61.573 torcedores estiveram presentes. Isso porque cerca de 2 mil cadeiras não serão utilizadas em função da divisão de torcida – foram destinados 2,3 mil ingressos para os rubro-negros, em acordo entre as diretorias.

Os portões serão abertos às 14h30. A instrução, mais uma vez, é que os torcedores entrem o quanto antes para evitar tumulto nos minutos que antecedem o apito inicial.


O adversário

Em busca de novo título


Sem vencer há três partidas no Campeonato Brasileiro, no qual fez a pior campanha desde 2011, o Athletico-PR chega ao Mineirão apostando mais uma vez em torneio mata-mata. A equipe do técnico Alberto Valentim já ganhou a Copa Sul-Americana na temporada e vai em busca de mais um título. Para surpreender o Galo, o Furacão tem dois velhos conhecidos dos atleticanos, os armadores Nikão e Terans. O primeiro, que é de Montes Claros, teve três passagens, em 2010, 2012 e 2013, pela Cidade do Galo. Já o uruguaio vestiu a camisa alvinegra entre 2018 e 2019.

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