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Estado de Minas EM Tóquio

Brasil vai da corrida solitária a modalidades com protagonismo


21/07/2021 04:00

A judoca Rafaela Silva festeja o ouro na Rio'2016, edição em que os brasileiros tiveram a melhor performance (foto: Rodrigo Clemente/EM/D.A Press - 8/8/16)
A judoca Rafaela Silva festeja o ouro na Rio'2016, edição em que os brasileiros tiveram a melhor performance (foto: Rodrigo Clemente/EM/D.A Press - 8/8/16)

A história olímpica do Brasil começa em 1900, quando Adolphe Klingelhoefer, brasileiro nascido na França 20 anos antes, vai aos Jogos de Paris. A participação na corrida com barreiras e nos 60m e 200m rasos foi discreta, mas o atleta cumpriu papel político fundamental para que a primeira delegação nacional fosse em 1920 a uma Olimpíada (na Antuérpia).

Naquele ano, a cidade belga viu Guilherme Paraense brilhar no tiro rápido e conquistar a primeira medalha brasileira – e logo a de ouro. O país terminou com três pódios e só voltou a 'medalhar' 28 anos depois, nos Jogos de Londres. O Brasil continuou com papel quase figurativo nas grandes disputas olímpicas por déca- das.

Nas seis edições durante os 21 anos de ditadura militar (1964-1985), foram apenas 20 medalhas (três de ouro, seis de prata e 11 de bronze). À época, o esporte utilizado politicamente como vitrine do regime era o futebol, que não conseguiu o sonhado primeiro lugar – objetivo alcançado só em 2016, no Rio de Janeiro.

As coisas começam a mudar nos anos 1990. Nos Jogos de Atlanta, em 1996, o Brasil consegue superar a barreira das dez medalhas pela primeira vez. Foram 15: três de ouro, três de prata e nove de bronze. Após quedas de performance em Sidney (12) e Atenas (10), o país sobe ao pódio 17 vezes em Pequim e Londres.

AUGE 


O recorde seria registrado em casa. No Rio de Janeiro, 19 pódios: sete em primeiro lugar, seis em segundo e seis em terceiro. Agora, em Tóquio, o desafio é superar o desempenho de cinco anos antes. "Chegamos a um nível em que temos chances em mais de dez modalidades. Antigamente, chegávamos com chances em cinco, sete", pontua o vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e chefe de missão em Tóquio, Marco Antônio La Porta.

É uma meta viável. O Brasil conta com boas possibilidades de medalha em esportes tradicionais, como futebol, vôlei, natação, atletismo, judô, vela e vôlei de praia. Modalidades recém-incluídas na agenda olímpica – como o skate e o surfe – também devem ajudar o país a alcançar o objetivo. (Colaborou Gabriel Ronan)


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